O viagra feminino já está no mercado, mas não faz milagres!

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Não se fala em outra coisa. A “pílula rosa” ou “viagra feminino” foi liberado e já estará à venda a partir de outubro. Mas será que o desejo tem receita? Será que existe bula que dê jeito na falta de apetite sexual? Segundo os farmacêuticos, se o problemas for hormonal, com certeza… É ver pra crer.

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Apelidado de “viagra feminino”, o remédio chamado Flibanserin foi recentemente aprovado pelo FDA, o órgão norte-americano que regula a comercialização de medicamentos e alimentos. A proposta do remédio, produzido pela Sprout Pharmaceuticals, é estimular a libido feminina agindo diretamente sobre os neurotransmissores cerebrais de mulheres com Transtorno de Desejo Sexual ou Hipoativo.

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O Flibanserin atuaria reduzindo temporariamente os níveis de seratonina e aumentando a quantidade de dopamina e norepinefrina. Como resultado, ocorreria um aumento da libido.

Os ginecologistas, em geral, aceitam o uso do medicamento com algumas ressalvas. Trata-se de um remédio que não deve ser usado indiscriminadamente, muito menos quando a falta de desejo se der por estresse, depressão ou problemas no relacionamento porque, nesses casos, a paciente provavelmente não tem déficit hormonal, então não há necessidade de corrigir a química do cérebro, sendo assim, uma terapia será bastante eficaz.

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A Dra. Heloisa Brudniewski especialista em Ginecologia e Obstetrícia ressalta que “na pré e pós menopausa há uma queda importante de alguns hormônios, sendo essa uma das causas principais na diminuição do desejo sexual e nestes casos o tratamento pode funcionar. Atualmente a droga está liberada apenas para mulheres na pré-menopausa e ainda não chegou ao Brasil. Apesar de ser chamada de viagra feminino, sua atuação não é a mesma que o viagra masculino, que serve para tratar a disfunção erétil e só é utilizada no dia da relação. O Addyi (nome comercial do Flibanserin) deve ser tomado diariamente e seu efeito é esperado após algumas semanas do início do tratamento.”

Efeitos colaterais
Os efeitos adversos da droga foram exatamente o motivo para que ela fosse reprovada, nas duas tentativas anteriores da indústria farmacêutica. Como critério para a comercialização, a FDA estabeleceu que deveria haver maneiras para diminuir essas consequências, que incluem náusea, sonolência, pressão baixa e até desmaios. E parece que estes efeitos foram contornados.

Detalhe importante: Essa droga não pode ser usada com álcool, pois os efeitos colaterais serão muito exacerbados e seu uso também é proscrito em pacientes com insuficiência hepática e uso de esteroides. A venda do Addyi começa em outubro e só será permitida nos Estados Unidos para mulheres na pré-menopausa com diagnóstico de distúrbio de desejo sexual hipoativo generalizado adquirido e, para sua venda, será necessário prescrição médica.

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Então vale a mesma máxima aconselhada aos homens, em relação ao viagra, e infelizmente ignorada por muitos: uma droga que estimula o sexo, só deve ser usada como última opção. Muitas vezes o que falta é carinho e carícias para que os parceiros se sintam mais envolvidos na relação afetiva, que reflete diretamente no desejo sexual.
Agora é aguardar e ver como nós mulheres vamos nos comportar… De qualquer maneira, parece que realmente as mulheres estão caminhando pra ter os mesmos direitos que os homens e isso já dá um enorme prazer, não é, meninas?

Bj pra vcs
Fabi Scaranzi

  • Ronaldo Cunha

    Tendo em vista a natureza única do orgasmo feminino o viagra para elas só funcionará se primeiro puder garantir a lubrificação natural da parede vaginal. Sem isso o ato é horrível e sempre será evitado. O homem sensato contorna a situação sugerindo a lubrificação artificial, que entretanto, deve ser aceita pela parceira. Não sendo, esqueça o ato convencional.
    Ronaldo Cunha.