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TOC! Tudo o que você precisa saber sobre o transtorno obsessivo-compulsivo
Já ouviu falar de TOC? Esse transtorno que gera comportamento repetitivo e obsessivo pode causar prejuízos na sua vida social e profissional

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Lavar as mãos várias vezes, checar repetidamente antes de sair se a porta está fechada, não usar certas cores de roupa, não passar por certos lugares, organizar o mesmo cômodo mais de uma vez ao dia… o que, pra muita gente é mania, para o mundo da psicologia são sintomas característicos de um transtorno obsessivo-compulsivo, conhecido como TOC.

E engana-se quem pensa que o TOC é uma doença rara, viu?! Esse transtorno é bastante comum e afeta um a cada 40 indivíduos. No Brasil, estima-se que 2 milhões de pessoas sofram com a doença. Bastante, né?! Seus primeiros sinais aparecem na adolescência e, não raro, na infância. Com sintomas que vão de leve a moderado e grave, o TOC tende a ser crônico, com sintomas que vão crescendo ou diminuindo ao longo do tempo.

Entenda o eu é TOC
O TOC nada mais é do que um transtorno mental caracterizado pela presença de obsessões ou compulsões. Obsessões são pensamentos, impulsos ou imagens involuntárias que ficam “martelando” na nossa mente causando ansiedade ou desconforto. Já compulsões são atos físicos realizados em respostas a essas obsessões com a intenção de afastar essas ameaças, prevenir possíveis falhas ou aliviar um desconforto físico. Quer um exemplo? Se a sua mente acredita que suas mãos não estão limpas o suficiente, você vai se ver lavando-as duas, três, cinco, dez vezes até acreditar que elas estão livres de sujeiras.  “No TOC os indivíduos também têm o costume de evitar certos lugares, como banheiros públicos, cemitérios ou hospitais, objetos tocados por outras pessoas (como maçanetas, dinheiro…) ou até mesmo pessoas de maneira a aliviar seus medos e preocupações”, diz a psicóloga de São Paulo, Regina Moraes.

De olho nos sintomas do TOC
Abaixo, a especialista lista uma série de sintomas que podem ser caracterizados como transtorno obsessivo-compulsivo. Quem sofre de TOC pode apresentar mais de uma desses sintomas, entretanto um deles sempre vai predominar.

Medos de contaminação
Dúvidas excessivas seguidas de verificações
Preocupação exagerada com ordem, simetria ou exatidão
Compulsão e acúmulo de objetos sem utilidade
Pensamentos indesejáveis (de violência, sexuais ou caluniosos)

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Como é feito o diagnóstico de TOC
De acordo com Regina Moraes, para que seja comprovado o TOC, as obsessões e compulsões precisam se apresentar por um tempo considerável (mais de uma hora por dia) ou causar um desconforto capaz de comprometer a vida social, profissional ou acadêmica do paciente. “Os sintomas do TOC não podem estar ligados ao efeito de uma medicação ou doenças psiquiátricas que também apresente entre seus sintomas obsessões ou compulsões, como é o caso da dependência a drogas”, explica.

As causas do TOC
A ciência tem apresentado pesquisas cada vez mais esclarecedoras em relação ao TOC. Acredita-se que o transtorno ocorra por diversos fatores: predisposição genética, alterações funcionais e neuroquímicas no cérebro, fatores psicológicos (como forma errada de aprendizagem para lidar com medo e ansiedade), além de má interpretação da realidade que acaba contribuindo para o surgimento e persistência dos sintomas obsessivos-compulsivos.

Tipos de tratamentos
Os tratamentos mais efetivos para o TOC são medicamentos a princípio usados no tratamento da depressão e que posteriormente se mostraram fetivos também no TOC, além da terapia cognitivo-comportamental (TCC) que inclui exercícios de exposição e abstenção de executar rituais e que, felizmente reduzem os sintomas em 70% dos pacientes.

Como o TOC influencia na qualidade de vida
Segundo a Organização Mundial da Saúde, o TOC é o quarto transtorno psiquiátrico mais comum, abaixo apenas de depressão, fobia social e abuso de substâncias. Esse transtorno foi, inclusive, considerado a quinta causa de incapacitação em mulheres dos 15 aos 44 anos nos países em desenvolvimento e responsável por 2.2% da incapacitação por doenças em geral.

Quando não tratados, os portadores de TOC não demoram até que se tornem incapacitados para trabalhar, ficando inteiramente dependentes da família, tanto no sentindo financeiro quando para tomada de decisões simples do dia-a-dia.

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Capaz de interferir na produtividade e do insucesso em levar uma carreira a diante, o TOC ainda interfere na capacidade de se conviver com outras pessoas, levando muitas vezes ao isolamento social e a depressão.

E engana-se quem pensa que só quem sofre de TOC vê sua vida afetada pelos sintomas. “Em muitos casos a família se vê obrigada a fazer alterações na rotina e adaptar-se aos sintomas, muitas vezes participando dos rituais ou retirando do espaço tudo aquilo que cause medo ou obsessão ao doente, como sofás, louças, camas e talheres”, lembra a psicóloga.

Esses novos hábitos, aliados à demora no banho, limpeza excessiva da casa ou dificuldades de socialização acaba gerando conflitos entre a família e tenho repercussões negativas na vida a dois, profissional ou entre amigos.

Viu só como é importante pedir ajuda? O TOC é uma doença séria que precisa de acompanhamento profissional.

Bjs,
Fabi Scaranzi


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