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Na última segunda-feira (28) a apresentadora Ana Furtado publicou no seu Instagram um depoimento emocionante contando como descobriu um câncer de mama em estado inicial e ressaltou a importância do autoexame.
Uma publicação compartilhada por Ana Furtado (@aanafurtado) em
O assunto é constantemente falado aqui no site e não é à toa: cerca de 95% dos casos de câncer de mama possuem chances de cura se forem detectados logo no início. Em parceria com a Avon, entrevistei especialistas sobre o assunto a fim de desmistificarmos o que achamos que sabemos e aprendermos o que realmente importa sobre a doença.
Aperte o play e confira a entrevista completa com Dra. Maira Caleffi, mastologista e presidente do FEMAMA; Henrique Prata, presidente do Hospital do Câncer de Barretos – maior centro de tratamento gratuito de combate à doença do país; e Raphael Haikel Jr., médico responsável pelo departamento de unidades móveis do hospital.
E atenção para uma última dica superimportante da Dra. Maira Caleffi: ninguém, melhor do que você conhece a sua mama. “Mesmo sendo necessário ir a um, dois ou mais médicos, não deixe de investigar qualquer sinal estranho. Tocar o próprio corpo e fazer esse controle preventivo ainda é o melhor caminho para a cura do câncer de mama”.
Todo ano faço questão de fazer uma matéria aqui no site falando sobre o Outubro Rosa – campanha criada para ampliar a conscientização sobre a ocorrência do câncer de mama e a necessidade de prevenção e do autoexame.
Nunca ouviu falar? O Instituto, criado por Flavia Flores, surgiu através de uma necessidade pessoal. Em 2012 Flavia descobriu o câncer de mama e, desde então, viu sua vida mudar radicalmente. “É estranho admitir, mas o câncer mudou minha vida. Eu não seguia uma boa alimentação, dormia mal, não praticava exercícios, estava sempre na balada. O câncer de mama foi a forma que meu corpo encontrou para me mostrar que algo precisava mudar”, diz.
Com o diagnóstico da doença, Flavia se reinventou. Assumiu uma nova postura, acertou a alimentação, passou a praticar atividades físicas regulares e principalmente a fazer o bem! “Sempre fui muito preocupada em ajudar o próximo e foi com a câncer de mama que encontrei minha missão. Ao descobrir a doença, muitos amigos se afastaram por não saber como abordar o problema. Foi assim que tive a ideia de criar um canal na internet em que eu pudesse mostrar através de fotos e vídeos minha rotina de tratamento e os principais desafios frente à doença, inclusive em relação à moda e beleza. Assim podia mostrar que lutar contra um câncer não era um bicho de sete cabeças e que eu continuava a mesma pessoa”, explicou. A ideia, que a princípio tinha como objetivo atingir amigos e parentes, não demorou até que viralizasse na internet e se tornasse o sucesso que é hoje.
“Acredito que grande parte do meu sucesso se deva ao nome ‘Quimioterapia e Beleza’, que acabei escolhendo sem querer enquanto procurava por truques de beleza na internet para pôr em prática durante o tratamento. Percebi que não existia um site que abordasse dúvidas comuns de beleza de quem está enfrentando um câncer, seja ele do tipo que for”. Através da sua necessidade, surgiu a ideia de criar um espaço para mulheres portadoras de câncer e assim suprir todo tipo de dúvida: como amarrar um lenço, como refazer as sobrancelhas que caíram por causa da quimioterapia, como disfarçar manchas, olheiras e delinear o rosto – que de acordo com Flavia, fica inchado e pálido devido o efeito da quimio. Bacana, né?!
Conheça o Instituto Quimioterapia & Beleza Conversando com Flavia, descobri que a principal missão do Instituto não é apenas dar dicas de moda e beleza para quem está lutando contra um câncer, mas também levar autoestima e confiança para pacientes do mundo inteiro, inspirando-as e mostrando que elas não estão sozinhas.
Desde a criação Instituto Quimioterapia & Beleza, Flavia já promoveu outras ações bem interessantes. Junto com o Instituto ABIHPEC – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosmético – criou o projeto “De Bem Com Você – A Beleza Contra o Câncer”, onde oferece oficinas de maquiagem dentro de hospitais públicos e presenteia as pacientes com aulas e kits de make.
Outra ação do Instituto que merece atenção é o “Banco de Lenços Flavia Flores”. Através do site www.bancodelencos.com.br pacientes com câncer fazem seu cadastro contando quem são, que tipo de câncer têm, onde se tratam e ainda descrevem um pouco do seu estilo. Assim, Flavia escolhe, dentre as muitas opções que tem, o lenço perfeito para presenciar essas mulheres. “Hoje, mais de 20 mil lenços já foram distribuídos”, conta.
Um modelo de superação Com o sucesso do Instituto Quimioterapia & Beleza, não demorou até que Flavia Flores fossem convidada a dar palestras e participar de eventos em clínicas e hospitais.
Dentre todas as experiências e histórias confidenciadas, Flavia percebeu que existe uma identificação imediata por parte de mulheres que estão passando pelo que ela passou há cinco anos atrás. “Elas sabem que eu também perdi o cabelo, passei por uma cirurgia, precisei retirar meus seios. Que meu namorado e alguns amigos me abandonaram depois do diagnóstico e que essa dificuldade dos outros em saber como lidar com uma pessoa doente é ‘normal’. Eu vivi o que elas também viveram ou estão vivendo. Essa aproximação é fundamental para mostrar que tudo pode ser superado, dia após dia e que é possível se sentir feliz de novo e dar a volta por cima”.
Hoje, o Instituto Quimioterapia & Beleza sobrevive através de doações e parcerias e, por isso, está constantemente atrás de novos colaboradores para manter esse trabalho tão bonito. Interessados em ajudar podem entrar em contato com Flavia através do site do Instituto, clicando aqui!
Aliás, vale a pena dar uma passadinha no site para conhecer todas as dicas de beleza compartilhadas por Flavia e dividi-las com todas as mulheres guerreiras que estão enfrentando um câncer de mama (ou qualquer outro!) e que precisam se sentir mais bonitas, vaidosas e confiantes.
“O Instituto é um espaço seguro e uma corrente do bem para que mulheres recuperem sua confiança e autoestima e passem a diante as dicas que aprenderam comigo para outras pacientes precisando das mesmas instruções. É isso que faz meu trabalho tão gratificante. Eu amo o que faço e não troco por nada”.
Incrível a história e iniciativa da Flavia, né?! Um exemplo de superação e força!
No dia 03 de março apresentei um evento muito bacana: a inauguração de uma nova sede do Cora – Centro Oncológico de Recuperação e Apoio, sem fins lucrativos, que visa ajudar pacientes diagnosticados com câncer a lidar com suas emoções, identificar necessidades, expressar sentimentos e enfrentar a doença de forma positiva e cabeça erguida.
Com uma equipe técnica formada por psicólogos, coordenadores e profissionais com formação em psico-oncologia, o Cora vê como sua principal função estimular o esforço individual de recuperação, dando aos pacientes e familiares oportunidades para superar suas dificuldades, além de oferecer tempo e espaço para se falar abertamente sobre o câncer e seu tratamento. Fiquei muito bem impressionada com o trabalho dessa equipe e, principalmente, de como tudo é feito com muito amor e carinho.
Outra boa notícia: as atividades oferecidas pelo Cora são gratuitas e, com a inauguração desse novo espaço, sua equipe espera receber novas pessoas que buscam transformar um momento difícil em aprendizado e superação. Portanto, se você foi diagnosticada com a doença, ou conhece alguém que esteja lutando contra um câncer, vale a visita. Afinal, toda ajuda é bem-vinda!
Como funciona o Cora
Ao procurar o Cora, o paciente para por uma entrevista individual onde são esclarecidas as atividades prestadas e os objetivos do atendimento psicológico. O Centro oferece ainda encontros em grupos com aproximadamente 12 pessoas, sempre intermediado por coordenadores, psicólogos e monitores que abordam temas como autoconhecimento. Os encontros são realizados uma vez por semana, durante nove semanas, com duração de seis horas por sessão. A presença de familiares não só está liberada, como ainda permite o trabalho com a dinâmica interpessoal.
Outro trabalho muito interessante oferecido pelo Cora é a arteterapia – uso de materiais como argila, tintas e tecidos para externar os sentimentos, desenvolver potencial criativo e melhorar a qualidade de vida, já que estimula o espírito de luta e fortalece a autoimagem. Esse método é realizado uma vez por semana, com duração de 1h30.
Endereço
Rua Natingui – 607, Vila Madalena SP Tel.: 11 3813 – 3340 Horário de funcionamento: de 2ª feira a 6ª feira, das 9h às 18h. www.coracentrooncologico.org.br
Angelina Jolie vive hoje uma menopausa antecipada por ter retirado os ovários. Se ela surpreendeu o mundo optando pela mastectomia total quando soube da grande probabilidade (87% de chance) de desenvolver câncer mamário em 2013, ao optar pelo mesmo motivo, pela retirada dos ovários, como medida preventiva (a probabilidade neste caso era de 50%), em março deste ano, a questão deixou de ser polêmica, para, de certa forma, ser motivo de aplausos.
Nunca a questão foi tão discutida publicamente e a atriz cumpriu um papel social importante. Corajosa, ela explicou que pensou muito a respeito e discutiu o assunto com o marido Brad Pitt e que tomou a decisão que achou melhor para a sua saúde e portanto para a família toda. “Vocês não podem imaginar como é bom para uma mãe poder garantir aos filhos que ela eliminou ou minimizou os riscos de uma morte precoce por uma doença que ela viu tirar a vida de sua mãe tão cedo. Sei que a princípio muita gente estranhou eu ter optado dessa forma pela prevenção, mas eu estou certa de ter feito a coisa certa. O apoio de Brad foi fundamental nas duas ocasiões e agora estou mais segura do que nunca de que temos uma relação firme, comprometida e muito especial”, declarou Jolie.
Sua mãe, a atriz Marcheline Bertrand, morreu de câncer mamário aos 56 anos, depois de 7 anos de luta contra a doença e outros casos na família fizeram com que Angelina procurasse especialistas para analisar sua carga genética que realmente apontava para a alta chance de que ela apresentasse a doença. Novos exames, este ano apontaram para a possibilidade de cancer precoce também nos ovários e ela não pensou duas vezes, retirou os ovários e as trompas e acabou com isso provocando uma menopausa, antes da hora.
Sorridente, ela volta a público para declarar que a menopausa pode ser uma fase muito alegre na vida de uma mulher e que ela, particularmente, está “curtindo muito a experiência”. Mãe de 6 filhos, 3 deles por adoção, Jolie garante que está feliz em ser uma mulher madura e que não trocaria a sua idade hoje, pela juventude que já teve. “Nunca tive problemas em envelhecer e sinto que a idade não está sendo um peso para mim, ao contrário tem me tornado uma mulher mais calma e sábia. Porque eu trocaria isso pelo frescor de 10 anos a menos?”, argumenta a estrela. Ela conta que até aqui ainda não teve nenhuma das reações naturais provocadas pela menopausa como insônia e calores ou variações de humor, mas que ela não teme nada disso pois faz parte da vida adulta da mulher, que ela está encarando com muita alegria. “Pode até parecer exagero, mas até aqui, estou adorando esta menopausa precoce e nunca me senti assim tão próxima do meu marido”, afirma Jolie.
O casal Angelina e Brad pode ser visto no filme ” À Beira Mar” (By The Sea), em cartaz desde a semana passada. O filme além de estrelado é também dirigido por Angelina e ela confessa que hesitou pela primeira vez em fazer cenas de nu, por estar usando próteses. Sentiu-se ligeiramente exposta talvez por sua mastectomia ter se tornado assunto público. “Pensei que poderia ser estranho eu ali nua na banheira sob os olhares curiosos do mundo que de certa forma dividiu essa intimidade comigo. Cheguei a pensar em cortar essas cenas… Mas no final me pareceu não ser justo mexer no roteiro por uma insegurança minha e as cenas acabaram ficando lá e acho que estão boas”, revelou Angelina em mais um momento de superação.
Apesar de viverem, no filme, um casal em crise, depois de 14 anos de relação, na vida real, Brad e Angelina nunca estiveram “tão unidos, nem tão felizes”- garante o ator – “Tenho muito orgulho dela e da maneira como ela encarou essas cirurgias sem medo e dividiu a mensagem com todas as mulheres do mundo de que a informação é a maior arma contra a doença”.
O companheirismo dos dois é mesmo inspirador, não é?