3 dicas para reorganizar as finanças depois do divórcio

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(Imagem: Shutterstock)

Depois que passa a morar junto, é normal o casal criar uma rotina e compartilhar as tarefas domésticas, as responsabilidades com os filhos e os gastos e contas com a casa. O problema é que, diante de um divórcio, além de todo o desgaste emocional, é preciso ajustar novamente essa divisão. E, especialmente quando o assunto é dinheiro, essas novas adaptações podem dar uma grande dor de cabeça.

Se você está passando por um divórcio e precisa reorganizar suas finanças – afinal, contas como as de condomínio, água, luz, TV a cabo e a internet, por exemplo, agora serão só suas – eu separei algumas dicas inteligentes e super simples pra você ajustar o orçamento e tomar as rédeas, sozinha, do próprio dinheiro.

1. Crie uma nova planilha
Agora é hora de recomeçar! O primeiro passo pós divórcio é fazer uma lista de todas as despesas fixas que você tem mensalmente e o quanto elas consomem do seu salário. Especialmente depois de um divórcio, o melhor para colocar a vida em ordem é focar apenas no essencial. Depois de ter um custo médio fixo por mês, você será capaz de incluir outros tipos de gastos, como um passeio ou até mesmo a troca de um eletrodoméstico ou eletrônico.

2. Faça trocas inteligentes nas contas da casa
Depois que você criou uma planilha com os gastos fixos mensais, sugiro que você faça o mesmo com aquelas compras que você faz algumas vezes a cada 30 dias, outras vezes a cada duas semanas, como as compras de supermercado, por exemplo. Depois de três ou quatro meses compare os gastos e veja onde você pode economizar. Que tal tomar banho na academia e diminuir os gastos com a água na sua casa? Ou aproveitar os preços baixos da xepa ou invés de comprar frutas e verduras no mercado? Já pensou em fazer um esquema de rodízio com outros colegas de trabalho ao invés de ir de carro todos os dias e gastar mais do que precisa com gasolina? Essas trocas parecem inofensivas, mas fazem uma diferença enorme no nosso extrato no fim do mês.

3. Considere mudar para um espaço menor
Agora que você é uma mulher solteira, será que precisa de todo esse espaço onde mora? Especialmente para quem não tem filhos, a casa ou apartamento depois do divórcio, além de estar repleto de memórias da vida a dois, tende a ser muito maior do que a gente realmente precisa. E o pior: os gastos permanecem os mesmos, apesar de você não ter mais com quem dividi-los.

Pensando nisso, talvez valha a pena considerar uma mudança para um espaço menor depois do divórcio, onde você não precise se preocupar com gastos mensais como jardineiro e diarista. Além de ser mais prático e econômico, um lugar menor vai te permitir poupar uma parcela maior do seu salário mensal e, com o tempo e as contas em ordem, gastar com o que realmente importa: se divertir, espairecer, curtir os filhos, viajar…

Dicas anotadas?

Bjs,
Fabi Scaranzi

 

*Fonte: finançasfemininas

 

7 lições que só aprendemos depois do divórcio

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Eu já me divorciei uma vez, conheço essa dor. E como vocês me perguntam muito sobre como RECOMEÇAR em vários departamentos da vida resolvi conversar com casais divorciados e listar os sete principais erros cometidos durante anos de relação. Se você já se vê preparada para embarcar em um novo relacionamento, dá uma olhada nas lições abaixo para tentar não cometer os mesmos erros novamente. Afinal, você merece ser feliz!

Não interrompa
Principalmente durante uma discussão, é normal que um interrompa o outro. Ao interromper os argumentos do outro você deixa de ser uma boa ouvinte e, aos poucos, diminui a confiança que ele tem em abrir a mente e o coração para você. Permitir ser interrompida, entretanto, também se torna um problema a longo prazo: você deixa que a opinião do outro se sobressaia e a cada discussão tem que lutar ainda mais para ser ouvida. Interromper nada mais é do que um mecanismo de defesa, uma necessidade de não ser mal interpretada e, consequentemente, rejeitada. Entretanto, mais importante do que preparar seu discurso e falar, é preciso saber e querer ouvir o que o outro tem a dizer.

Não guarde mágoas
É difícil acreditar que brigar tem suas vantagens, né? Se o medo do conflito – e suas consequências – acabam travando você na hora de pôr para fora tudo aquilo que vem te incomodando, é melhor pensar duas vezes. Ao guardar seus sentimentos e mágoas, você acaba criando ressentimentos difíceis de esquecer, simplesmente por ter medo de se expressar e falar o que pensa. A atitude pode poupar vocês de terem uma DR ou outra, mas com o tempo esse novelo de mágoas estará tão grande, que será impossível fazer com que sua relação não seja atropelada por ele.

Se permita ser vulnerável
Você não precisa ser uma mulher forte 100% do tempo. Não tem problema baixar sua guarda vez ou outra e deixar que o parceiro cuide de você. Aliás, você pode (e deve!) cobrar por essa proteção. Por pedir um pouco de cuidado você não vai deixar de ser independente e bem-sucedida, pelo contrário, o quanto sua presença dele (a) é importante e porque o escolheu para compartilhar não apenas seus sonhos e realizações, mas também seus medos e frustrações: porque você confia nele e mais do que isso, conta com ele para que juntos, enfrentem todos os problemas e adversidades que surgirem pelo caminho.

Viva o momento
Planejar traz aquela sensação de segurança, por isso é natural e saudável fazer um milhão de planos: o casamento, a promoção no trabalho, a troca do carro… Entretanto, ao atrasar ou se ver obrigada a adiar a realização dessas metas, o nívei de stress vai lá para o alto. Antes de partir atrás dos seus objetivos, tente se lembrar quais foram as razões pelas quais você os escolheu. A escolha pelo casamento, por exemplo, eram um sonho que vocês tinham em comum, então, antes de buscaram a realização de suas próximas metas (comuns ou individuais) tentem desfrutar um pouco de tudo aquilo que já conseguiram conquistar. Mais gostoso do que batalharem juntos por algo, é aproveitarem o momento da conquista quando ele finalmente chega.

Seja sempre autêntica
Quando se é jovem, poucas coisas são mais importantes do que o amor e a aceitação do outro. Então, é natural busca-los a todo custo, mesmo que isso signifique deixar sua essência um pouco de lado. A princípio, a ideia pode até funcionar, mas você não conseguirá sustentar essa máscara por muito tempo. Aos poucos, sua personalidade virá à tona, deixando de lado quem você pensa que é, para abraçar a pessoa que de fato gostaria de ser. Isso pode frustrar o outro, que questionará se é apaixonado por você de verdade, ou por quem você fingiu ser esse tempo todo. E mais: ao manter esse disfarce apenas para garantir a companhia do outro, você deixa de lado os seus sonhos e vontades, tornando-se uma pessoa cada vez mais infeliz. E se você não for capaz de ser feliz com a sua própria companhia, não demorará para que o outro se mostre insatisfeito também.

Não acredite que a relação é a prova de balas 
Nenhuma relação é igual a outra, por isso não tome como base o casamento dos seus pais, por exemplo, só porque ele está firme e forte há mais de 50 anos. A vida é imprevisível e confusa e sim, infelizmente coisas ruins acontecem com pessoas boas o tempo todo. Você cometerá erros e outro também e, em muitos casos, serão essas pequenas falhas que determinarão o futuro da sua relação. Ao colocar uma venda diante das imperfeições do seu casamento, a queda é muito mais dolorosa quando elas chegam no limite do que você, ou o outro são capazes de suportar. Porque você não está apenas perdendo o parceiro, está perdendo o único futuro que planejou ter. Portanto, não deposite todas as suas esperanças nos sonhos de ter um casamento bem-sucedido. Acredite que vocês serão capazes de enfrentarem juntos qualquer problema, mas, mais ainda, acredite que é possível ser feliz se a vida traçar caminhos diferentes daquele que você esperava, mesmo que isso implique se ver solteira mais uma vez.

Não permita que pequenos problemas interfiram na rotina
Tente ver sua próxima relação como um jardim: quando mais cuidados receber, mais ele vai prosperar. O romance deve ser visto como as vitaminas e nutrientes que regarão suas flores diariamente. Todo o resto são ervas daninhas. O ciúme, as distrações e os desentendimentos diários devem ser retirados desse jardim o quanto antes, não abrindo espaço para possíveis mágoas e ressentimentos. Mas lembre-se que sempre haverá ervas daninhas e que, mesmo que um problema seja resolvido hoje, outro completamente diferente poderá aparecer em breve. Por isso, é preciso estar sempre atenta para identificar e eliminar os pequenos empecilhos que atrapalham a rotina de vocês e nunca deixá-los tomar conta dessa relação que tem tudo para ser um jardim maravilhoso.

Bjs,
Fabi Scaranzi

Por que os casamentos têm durado tão pouco?

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(Imagem: Shutterstock)

Você já deve ter passado por isso: durante uma conversa com amigas alguém solta: “Sabia que fulana e ciclano já separaram? O casamento não durou nem dois anos”.

Pensando um pouco sobre o assunto, fica impossível não se perguntar: por que será que os casamentos atuais têm durado tão pouco, principalmente quando comparamos com a relação duradoura de nossos pais e avós?

Conversando com a terapeuta de casal e familiar, Lana Harari (SP), descobri que muitas pessoas veem no casamento dos pais uma relação idealizada, mas que, apesar de serem cúmplices, muitos passaram por dificuldades no começo da relação e ainda assim decidiram continuar juntos. “Ninguém sabe se atualmente esses casais de longa data são realmente felizes e estão satisfeitos, ou se a escolha de estarem junto é feita todos os dias. Muitos, inclusive, deixam de lado a relação conjugal, aquela que inclui o sexo e a cumplicidade, para viverem apenas a relação familiar, colocando à frente a felicidade dos filhos”, explica.

Primeiro, de acordo com a terapeuta, é preciso ter em mente que um casamento duradouro não significa necessariamente um casamento feliz. É aí que vem a pergunta: prefiro viver uma relação infernal ou viver sozinha? Lembre-se que vínculos afetivos sempre vêm acompanhados de conflitos. Os valores, expectativas, sonhos e hábitos podem ser diferentes e nem sempre esses vínculos comportam os conflitos e as incompatibilidades.

Os casamentos no século XXI
Talvez, a principal diferença entre os casamentos antigos com os de atualmente é que o casal já não é mais dependente um do outro financeiramente. Pelo contrário! “Já faz anos que a idade conjugal não define mais a mulher, mas sim se ela trabalha, se tem recursos próprios para se sustentar e liberdade para tomar as decisões que desejar”, explica Lana.

E se hoje, graças ao empoderamento feminino (aliás, sabia que a palavra “empoderamento” foi a mais procurada nos dicionários online em 2016?), as diferenças de gênero vem aos poucos diminuindo não apenas no ambiente de trabalho, mas também dentro de casa – quem disse que o homem não pode cozinhar enquanto a mulher cuida das finanças? – fica mais fácil tomar coragem para jogar tudo pro alto e priorizar a liberdade de ir atrás de suas metas, focos e sonhos sem ter alguém podando seus atos e te colocando limites.

Sthepany Brito e Alexandre Pato: casamento só durou um ano
Sthepany Brito e Alexandre Pato: casamento só durou um ano

Namoro x casamento: duas realidades bem diferentes
Como é comum ouvir casos de pessoas que namoraram há 7, 10 anos e não conseguiram ficar nem um ano casados. Por que será? Lana Harari explica: no casamento aumentamos nosso grau de expectativa sobre o outro e aquela atenção seletiva do começo do namoro vai dando espaço às características reais”.

Já ouviu falar em atenção seletiva? É ela quem te cega lá no comecinho do relacionamento e faz você só enxergar as qualidades do parceiro. Para a terapeuta, entretanto, essa atenção seletiva é extremamente necessária, senão, se tivéssemos uma visão realista do parceiro desde o começo, jamais formaríamos esse vínculo tão necessário para a relação.

É com a chegada do casamento que vem as expectativas, sejam elas conscientes ou inconscientes. Por exemplo: enquanto algumas mulheres afirmam que querem crescer na carreira e formar com o marido um casal poderoso, inconscientemente elas desejam que o homem seja o provedor e assuma a maioria das responsabilidades da casa. No caso dos homens, enquanto muitos desejam uma relação fraternal com a esposa (ser cuidado e zelado diariamente), inconscientemente ele espera que a mulher seja independente e não recorra a ele sempre que surgir um problema. Difícil, né? E tem mais!

Além desses desejos conscientes e inconscientes (que variam de pessoa pra pessoa), é no casamento que se descobre as pequenas diferenças, seja na divisão de tarefas domésticas, nos hábitos, valores e até na divisão do espaço – onde fumar, qual canal de televisão assistir, se a luz deve ou não ficar acesa na hora de dormir… “Essa co-habitação pode gerar conflitos entre os diferentes jeitos de ser e nem sempre o casal tem maturidade para relevar manias e ceder vontades”, diz Lana.

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Já William Bonner e Fátima Bernardes ficaram juntos por 26 anos

Casamentos em crise! Atenção para as dicas da especialista
Casou há poucos anos e já vê sinais de uma crise conjugal se aproximando? Calma! Talvez vocês só estejam passando por uma fase de adaptação. “A fase de estranhamento pode demorar bastante. Já vi casos de crises que duraram mais de 10 anos. É preciso entender que isso é natural em qualquer novo casamento e que, para fazer a relação dar certo os dois precisam se redescobrir e redefinirem o que querem e no que se transformaram, dentro e fora do relacionamento”, diz Lana. Com as novas metas e vontades determinadas, chegou a hora de firmar um novo “contrato de casamento” – conversa franca sobre o que querem um do outro e como vão fazer, para juntos, alcançarem suas metas como casal.

Lana Harari cita ainda uma lista de pequenas atitudes indicadas por especialistas que ajudam (e muito!) a manter os casamentos saudáveis e felizes. Dá uma olhada:

Melhorar a comunicação de forma que ela seja clara e livre de ofensas
Se esforçar para melhorar a vida sexual
Esclarecer, através do diálogo, as expectativas iniciais e construírem juntos projetos comuns
Focar na individualidade e separar projetos pessoas dos conjugais
Saber ceder e fazer concessões
Se esforçar para cultivar a vida social
Ter paciência para lidar com a rotina
Dar ao outro gestos de atenção constantes (desde elogios até palavras de encorajamento)
Harmonizar as tomadas de decisão conforme as aptidões de cada um (quem é melhor em finanças cuida das contas da casa, enquanto o outro, mais criativo, planeja as viagens e eventos sociais)
Estar sempre consciente de que a vida está cheia de imprevistos e que é preciso estar reinventar seu casamento constantemente com base nesse conhecimento.

Quando vale a pena procurar terapia?
“O mais rápido possível”, garante Lana Harari, afinal, quando acaba a atenção seletiva, fica difícil fazer o casamento ir pra frente. E não pense você que uma hora de terapia apenas resolve? O trabalho precisa ser constante, principalmente dentro de casa. “Só depois de casados é que você descobre que é impossível não ter conflitos e que filho não conserta uma relação com problemas”, ressalta a terapeuta. Por isso a importante de se redescobrir todos os dias, não apenas como mulher, mas como esposa, companheira e melhor amiga.

Bjs,
Fabi Scaranzi

6 lições que todo casal deve aprender com o divórcio de Brangelina

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Quem podia imaginar que Brad Pitt e Angelina Jolie – o casal favorito de Hollywood – poderia separar as escovas de dente? A notícia foi tão inesperada que agora, exatamente um mês depois do anúncio do divórcio, as grandes mídias e redes sociais não deixam de falar no assunto.

E nem é preciso ir tão longe pra lembrar como qualquer casal, até aqueles que parecem os mais estáveis e comprometidos, estão sujeitos a uma ruptura. Vai dizer que você não ficou surpresa com o fim da relação de William Bonner e Fátima Bernardes?

Enquanto os divórcios desses casais famosos continuam sendo manchetes, especialistas garantem que existem lições valiosas que você pode tirar dessas separações para blindar o seu relacionamento ou lidar com o divórcio da forma mais saudável possível. Fique de olho nessas seis!

1. Todo relacionamento é vulnerável, mesmo os que aparecem perfeitos
Vendo de fora, Pitt e Jolie tinham a vida perfeita juntos. Como um casal, eles viajaram o mundo para ajudar crises humanitárias, co-estrelaram grandes filmes, têm seis filhos adoráveis e possuem várias propriedades em todo o mundo. Dinheiro, obviamente não era problema. O que pode então ter dado errado? Moacir Campos, terapeuta de casais e família de São Paulo, mostra como até mesmo os “casais dourados” têm seus problemas, mesmo que camuflados. “Trate seu casamento de forma delicada, com carinho e cuidado em qualquer fase da vida. Mesmo que as coisas pareçam boas vistas de fora, é o que vocês estão sentindo que importa”, explica. Ele ainda ressalta a importância de jogar limpo e sempre deixar seus sentimentos e vontades bem claros. “Nunca faça suposições sobre a saúde do seu casamento. É preciso cultiva-lo, trabalhar nele e prestar atenção diariamente às suas necessidades”.

2. Segundos e terceiros casamentos podem ser mais difíceis que o primeiro
Sabia que casais em um seguindo ou terceiro casamento enfrentam um risco maior de divórcio do que aqueles que estão na primeira relação? E entre Brangelina, esse não era o primeiro casamento de nenhum dos dois. Angelina foi casada com Jonny Lee Miller em 1996 e, em seguida, com Billy Bob Thornton em 2000 – o mesmo ano em que Pitt se casou com Jennifer Aniston. Quatro anos depois, Pitt e Aniston se divorciaram quando ele se envolveu com Jolie no set de “Sr. e Sra. Smith”.

Jolie e Pitt no set de "Sr. e Sra. Smith", onde tudo começou!
Jolie e Pitt no set de “Sr. e Sra. Smith”, onde tudo começou!

“Quando você começa uma nova relação de forma complicada como essa, é fácil idealizar boas qualidades no seu novo parceiro, ignorando todas as bandeiras vermelhas que esse novo relacionamento pode trazer”, diz o especialista. “Problemas que você tentou escapar em seu primeiro casamento provavelmente vão se manifestar em relacionamentos posteriores se você não resolvê-los logo no início.”

3. Se o divórcio for inevitável, tente manter os detalhes entre vocês
Apesar de todos os rumores que rondam a separação de Pitt e Jolie (com alegações do uso de drogas e até abuso físico e verbal aos filhos do casal), ambas as partes foram rápidas em liberar declarações cuidadosamente elaboradas sobre o divórcio e, desde então, estão de boca calada.

Essa é uma abordagem inteligente, disse Moacir. “O divórcio de ninguém vai chamar tanta atenção quanto o de Brangelina, mas até mesmo nas nossas relações tem pessoas querendo ‘fuçar’ atrás de mais informações”. Por isso, assim como o casal de Hollywood, a melhor saída é fazer uma breve declaração sobre seu divórcio, por exemplo: “Meu marido e eu estamos nos divorciando. Agradeço sua preocupação e espero que você respeite a necessidade de privacidade e espaço da nossa família nesse momento difícil”, e só!

Dessa forma, sempre que o seu vizinho ou colega de trabalho mais curioso cavar por detalhes, você vai ter o seu discurso pronto e não ser pega de surpresa.

4. Contrate o melhor advogado que você puder pagar e evite levar sua separação ao tribunal
Quando chegou a hora de pedir o divórcio, Jolie encontrou um dos melhores advogados nessa área. O conselho do terapeuta de casal Moacir Campos indica que você faça o mesmo e, se possível, evite ao máximo levar sua separação ao tribunal. Um acordo é sempre a melhor opção, tanto para os envolvidos, quanto para os filhos. “Bons advogados entendem os benefícios do acordo, tanto para os casos grandes, quanto para os pequenos”. E acrescentou: “advogados experientes geralmente trabalham em conjunto para chegar a um acordo favorável para ambas as partes”. Eles sabem o quanto um divórcio cheio de rixas pode ser traumático para as crianças.

5. Proteja seus filhos de brigas pela guarda
Quando entrou com o divórcio, Jolie pediu a guarda completa dos seis filhos do casal. Dias depois, foi anunciado que o casal havia chegado a um acordo temporário para as próximas três semanas.

O especialista ressalta que numa separação, independentemente de quem fica com a custódia dos filhos, manter as crianças fora dessa zona de conflito é essencial. Mas como contar para as crianças sobre o divórcio? “Você precisa ser objetiva e ter sensibilidade sobre as necessidades da criança. É preciso explicar aos filhos sobre as mudanças que passarão a ocorrer na vida de todos, sem falar do ex-marido ou jogar para ele a responsabilidade dessas mudanças”. Lembre seus filhos que eles são amados e não deixe que eles percam bons momentos da infância por estarem envolvidos em uma situação que exige tanta maturidade.

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6. Seu casamento pode ter acabado, mas vocês sempre serão pais… juntos!
Tanto Pitt quanto Jolie expressaram a importância de colocar a família em primeiro lugar – um desejo deve se manter se eles quiserem ser sempre bons pais. “O trabalho de educar e cuidar de uma criança não termina no momento em que você tira a sua aliança. Pelo contrário, essa amizade extra-conjugal é essencial a partir do momento em que vocês se virem obrigados a educar e amar uma criança estando longe um do outro”, disse Moacir. “Recomendo para Brangelina, assim como para qualquer outro casal passando por um divórcio, que nos primeiros meses toda a família passe por sessões de terapia. Isso vai estreitar os laços entre pais e filhos e mostrar que, mesmo vivendo em casa diferentes, o amor pelos frutos da antiga relação é incondicional”.

Bjs,
Fabi Scaranzi

Como falar com os filhos sobre separação

A separação dos pais é um momento de muitas mudanças para os filhos, e essas mudanças vão depender de como é conduzido o processo. O diálogo será fundamental.

Inicialmente a criança ou adolescente terá que construir um novo contexto de família, com possíveis alterações em seus finais de semana, com mudanças na rotina doméstica entre diversas outras mudanças. Eles passarão muitas vezes finais de semana em casas diferentes, o que implica em uma nova rotina. Os pais poderão constituir novas famílias, e os filhos precisarão se readaptar a uma nova esposa do pai e marido da mãe, outros filhos e possibilidades de novos irmãos.

Como lidar com tantas situações novas pra todos?

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Eu já passei por isso, como mãe, e relatei algumas situações no meu livro “Mulheres Muito Além do Salto Alto“. Num capítulo que intitulei de Separação, conto um pouco da minha experiência. Como foi me separar com um filho de 1 ano e meio, mudando de emprego e voltando a fazer outra faculdade. Cuidar de um bebê sozinha, trabalhar e estudar não é tarefa fácil, como muitas mulheres sabem. Mas passar por todas as fases junto com os filhos são momentos inesquecíveis, que recompensam qualquer cansaço. O mais importante é conduzir isso de forma saudável principalmente para os filhos.

Acho essa questão tão importante que convidei aqui a psiquiatra Carolina Hanna, da Clínica Arthur Guerra, para nos ajudar a pontuar essa situação que envolve separação e filhos…

Os efeitos da separação

A separação dos pais gera a necessidade de reposicionamento de todos nas relações familiares, uma vez que as formas de comunicação e convívio são alteradas. Sendo assim, haverá uma carga inevitável de estresse, que pode variar conforme cada caso, considerando o quanto a rotina da criança ou adolescente é afetada e o grau de exposição que o filho ou filha terá ao conflito dos pais. Mas também pode transcorrer de forma saudável e resultar em boa adaptação emocional e resiliência para lidar com suas próprias questões no decorrer da vida.

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Sentimento de exclusão

É possível que em um primeiro momento muitas crianças e adolescentes possam se sentir excluídos, por não terem participado ativamente da decisão pela separação, mas por outro lado, existe um vínculo e comunicação entre os pais que de fato deve excluí-los, até como maneira de protegê-los. Entretanto, especialmente na adolescência, é importante ouvir e contemplar nas decisões as necessidades dos filhos, sem esquecer que a decisão final não cabe mesmo a eles.

Uniões que se mantem só em função dos filhos

Pode ser criado um vinculo complicado entre os pais, com falhas de comunicação e pouco afeto envolvido ou ate a presença de agressões verbais, o que pode afetar aspectos emocionais dos filhos. Às vezes, os filhos podem perceber, o que aumenta ainda mais o risco de problemas emocionais, uma vez que eles podem assumir pesos e papéis, dentro da organização familiar, para os quais ainda não estão preparados.

Como abordar o assunto da separação com os filhos

O importante é que a decisão seja tomada pelos pais, sem a participação direta dos filhos. Contemplar os desejos e necessidades dos filhos na decisão é essencial, mas a decisão final deve ser tomada pelos pais e apresentada aos filhos a partir do momento em que houver uma ideia amadurecida, para preserva-los de possíveis duvidas que ainda possam existir e que poderiam gerar ansiedade e preocupação excessiva com o assunto de forma desnecessária.

Quando há briga pela guarda dos filhos

Para estes casos mais complexos que envolvem disputa de guarda, questões legais difíceis, em que os pais não conseguem estabelecer uma boa comunicação, está indicado procurar ajuda de profissional da área. Dessa forma, com o olhar externo e a capacidade de perceber aspectos saudáveis ou não no processo de separação, é possível auxiliar na condução das decisões para minimizar os impactos negativos.

O sofrimento dos filhos

O estresse pode ser inevitável, mas como dito anteriormente, o importante é estar atento em como os filhos irão lidar com ele. Sofrer, seja por medo do futuro incerto, ou por saudade do convívio com ambos os pais, não obrigatoriamente é algo que trará resultados nocivos; criar maneiras elaboradas de lidar com este tipo de sentimento pode ser produtivo pois sera importante para a vida adulta dos filhos também.

Guarda Compartilhada

A guarda compartilhada traz como principal ponto a responsabilidade compartilhada pela vida dos filhos. Sendo assim, ela pode ser muito boa ao proporcionar a sensação para os filhos, de proximidade tanto do pai como da mãe, além de sentir em ambos os referenciais, pesos semelhantes. O perigo da guarda compartilhada pode ser a falta de homogeneidade na rotina dos filhos, dessa forma, é recomendado que os filhos morem em somente um lugar, e além disso, que os pais se comuniquem para alinhar eventuais condutas frente as demandas dos filhos, evitando incoerências.

As mágoas que sobraram da separação com brigas

É preciso tentar preservar os filhos. As mágoas que existiram na relação entre o casal não irao necessariamente se repetir na relação entre os filhos e a mãe, ou na relação entre os filhos e o pai, e nesse sentido, é preciso preservar o direito que os filhos tem de manter esta relação a mais saudável possível. Acontece que, especialmente quando mais jovens, os filhos não devem receber a responsabilidade de intermediarem a comunicação entre os pais. Portanto, alguma forma de comunicação deve ser tentada, ao menos para conseguirem estabelecer como, quando, e onde vai acontecer o contato e o convívio dos filhos com cada um.

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Pais e mães que jogam os filhos contra o ex-parceiro

Não podemos dizer que é natural, apesar de, infelizmente, ser algo não tao raro. Usar os filhos neste processo é uma forma de abuso emocional, tendo em vista que crianças e adolescentes são mais vulneráveis e não tem responsabilidade pelas escolhas que foram feitas pelo pai e pela mãe, ao longo da vida, inclusive muito antes de eles terem sequer nascido. Pai e mãe precisam estar conscientes da responsabilidade que suas escolhas tem na saúde mental e emocional que vai acompanhar os filhos durante suas vidas.

O que responder ao filho quando ele…

1) Te culpa pela separação
Procurar entender que ele esta passando por um sentimento ruim, e não receber esta mensagem como uma acusação. Pode responder tentando nomear o que o filho sente, por exemplo: “Sei que não esta fácil, que esta sendo difícil imaginar como as coisas serão daqui pra frente, mas nós estaremos sempre te apoiando, ambos o amam..”

2) Diz que estaria melhor com o pai
“Filho, seja morando comigo ou com o seu pai iriam existir coisas boas e coisas ruins, e você mora comigo hoje, entao para que isso ocorra da melhor forma possível vamos tentar entender o porquê de você estar sentindo isso”

3) Fala que tem inveja dos amiguinhos que tem pais casados há yxz anos e são felizes juntos
“Filho, mais importante que os pais estarem felizes juntos é conseguirem estar bem…com saúde….e se sentindo em paz…e quando um casal percebe que não gosta mais da relação como casal, é preciso mesmo entender que a separação é um caminho bom. precisamos aceitar os acontecimentos da vida e aprender a lidar com eles”

4) Reprova o seu novo namorado
“Filho, o importante é que vocês dois consigam estabelecer uma relação de respeito. Eu estarei vendo se meu namorado vai fazer a parte dele e quero que você faca a sua. Eu tenho meus motivos para aprova-lo como meu namorado, voce sabe o quanto eu quero o seu bem, mas voce vai precisar aceitar a minha escolha.”

5) Se nega a dar satisfação do que anda fazendo da vida e não conversa mais sobre nada….
“Filho, você vai precisar entender que mora comigo e portanto vai precisar seguir as minhas condições, que inclui me responder o que eu pergunto”.  Além disso, dar limites, estabelecendo as penalizações para quando não cumprir o combinado e colocá-las em prática quando acontecer.

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Bom… aqui a gente tem quase um manual para tentar lidar com o assunto da melhor forma possível. Toda a união que se inicia, tem potencial para durar para sempre. Mas quando não é possível, a vida já nos ensinou, as mudanças podem ser para melhor. Essa é a mensagem que os filhos precisam entender de forma amorosa e compreensiva. Se você souber dialogar com eles, as reações, com certeza serão positivas.

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Fabi Scaranzi

*Imagens: Shutterstock

Como sobreviver ao fim de um relacionamento

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(Foto: Shutterstock)

A grande maioria das mulheres, em algum momento da vida, assim como eu, passou por uma situação de fim de relacionamento, que pode ter sido fácil – ou não – de superar. Se foi muito traumático, e você ainda gostava muito da pessoa, provavelmente, você deve ter se perguntado “como vou sobreviver a isso? ”. Naquele momento você não consegue ver a situação com tanta clareza, mas o fato é que você sobrevive sim! Falo por experiência própria!

Vamos repassar algumas dicas para ajudá-la a superar essa fase, de forma tranquila, pacífica e com o menor número de mensagens de texto – das quais você pode se arrepender.

1º Passo: Sinta toda a tristeza

Existem términos que são tão ruins que você irá precisar de uma boa dose de choro e pelo menos dois potes de sorvete. (rs) Permita-se sentir tudo o que está dentro de você, neste momento. Repasse cada último detalhe do fim do relacionamento na sua cabeça. Você precisará fazer isso por você mesmo, para que sua mente processe tudo o que aconteceu e quando você estiver melhor, você saiba como se sentiu.

A coisa mais importante para se ter em mente nesta primeira etapa, é que você deve limitar a viver isso por apenas uma semana. Porque depois de chorar tudo o que você tiver que chorar, chegará a hora de começar a voltar a ser feliz e voltar a viver. Afinal de contas, ninguém quer estender essa tristeza por mais do que o tempo necessário. O que nos leva ao segundo passo…

2ª Passo: Elimine todas as coisas tristes

Pare de ouvir a aquela playlist de músicas tristes e pare de viver a tristeza. Se você precisar de mais algum tempo para pensar sobre o que aconteceu, diga a você mesma, que tem apenas 10 minutos para isso e depois deixe isso para trás e ocupe-se.

Esta postura irá permitir que seu cérebro identifique os momentos de tristeza, te ajude a ter controle da situação, e não te deixe se sentindo triste 24 horas por dia. Todo mundo quer ser feliz e a hora de começar é agora.

Coloque sua autoestima lá em cima: arrume-se, cuide-se, assista a um bom filme ou leia um livro inspirador. Acumule somente pensamentos positivos.

Se o seu ex continua sendo o maior motivo para que você se sinta triste, ele deverá ser definitivamente cortado de sua vida… pelo menos nesta fase. Experimente evitar contato por pelo menos 30 dias. Isso irá te ajudar a entender o quanto você pode sobreviver sem ele e, enquanto isso, ele vai perceber o quanto não gosta de ficar sem notícias suas.

3º Passo: Durma e descanse o máximo possível

Tenha certeza de passar muitas horas descansando sua cabeça. Isso a ajudará a pensar com clareza sobre o que está se passando. Se tiver dificuldades para dormir, tome chás calmantes ao se deitar, ou coma alimentos que induzam ao sono. Nada de cafeína e chocolate em excesso, hein? Estes alimentos são estimulantes e podem te dar insônia.

A ausência de boas noites de sono podem tornar seus dias mais difíceis e sua mente mais agitada.

(Foto: Shutterstock)

 4º Passo: Ocupe-se!

Foque suas energias no seu trabalho, na sua carreira ou em hobbies. Preencha o seu tempo. Está é a hora ideal para começar novos projetos ou fazer coisas que sempre quis e que, por algum motivo, ficaram para trás. Principalmente se for algo que poderá fazer bem ao seu corpo e à sua mente, como iniciar aquelas aulas de yoga que você adia há séculos.

Faça trabalhos voluntários ou serviços pela comunidade em que você vive. Sinta-se útil e orgulhosa de si mesma. Ocupar-se com estas coisas fará com que você foque nos desafios da sua própria vida, além de ajudar naqueles momentos em que você se pega entediada e pensando demais nas coisas do passado.

E não se esqueça de se reaproximar dos seus amigos e familiares ainda mais. Eles são as pessoas que mais a amam e a farão se sentir bem.

 5º Passo: Torne-se a melhor versão de você mesma!

Agora é a hora de mais do que nunca focar em você. Se andou se sentindo mal sobre sua aparência, seu corpo, se perdeu sua confiança, essa é a hora de se amar novamente. Mostre para o seu corpo o seu amor também.

Afinal, a melhor maneira de dar a volta por cima é mostrar aos outros e sobretudo a você mesma o quão fabulosa e poderosa você pode ser. Mas, mais importante, isso fará com que você realmente se sinta fabulosa.

Evite a todo custo a preguiça e a má alimentação (a única exceção permitida é na primeira semana após o término). Esta dupla é capaz de paralisá-la num casulo de tristeza. Levante do sofá e se inscreva na academia! A prática de exercícios físicos também fará com que se sinta mais cansada e irá melhorar seu sono. O acordar será agradável e estimulante.

Faça as unhas, faça compras, cuide-se com um tratamento de massagem. Ou melhor ainda, faça aquela viagem que sempre quis fazer com suas amigas. Você irá ganhar uma boa dose de autoconfiança.

Ao completar todos esses passos, após um término, coloque uma coisa na cabeça: tenha fé! Não se torne uma pessoa cética, sem capacidade de acreditar no amor novamente, ou na boa vontade das pessoas ao seu redor. Existem milhares de outras pessoas no mundo que você poderia amar mais ainda, se der a você mesma a chance de conhecê-las. Esteja aberta para o mundo. Afinal, se você não tem esperança de que algo muito bom pode acontecer com você novamente, qual é o objetivo disso tudo?

Espero que essas dicas a ajudem. Se ainda está difícil, compartilhe aqui sua experiência. Se passou pelo término e sobreviveu com louvor, conte pra gente como foi. E se começar a fraquejar, lembre-se: “O que mais importa na dificuldade, é ser capaz de caminhar bem pelo fogo”.

 bj pra vcs

 Fabi Scaranzi