Se toda vez que você se vê diante de um problema, notícia ruim ou em perigo, seu estômago queima, você sente náuseas e irritação, pode ter certeza: a culpa é da mistura de estresse e ansiedade!
De acordo com a nutróloga Ana Maria Monteiro, a ansiedade é uma condição natural do próprio organismo a fim de se adaptar a uma situação nova e, principalmente, responder de forma adequada. “Nessas horas de estresse e tensão você tem poucos minutos para se adaptar. Como reação, seu corpo libera o hormônio da adrenalina, sua pupila dilata, o sangue é direcionado para o cérebro, coração e músculos… Um processo que, dentro da medicina, chamamos de ‘luta ou fuga’. Uma vez que tudo se acalma, nosso corpo volta naturalmente ao normal”, explica.
Mas por que a dor de estômago?
Quem vive situações de estresse regularmente, seja no trabalho ou com a família, obriga o organismo a viver em estado de atenção regularmente. O resultado? Como mecanismo de defesa, desenvolvemos problemas de pele, dores nas costas, dores de cabeça, diarreia, taquicardia e principalmente dores de estômago – um dos órgãos mais sensíveis do corpo humano.
Excesso de acidez
Uma vez que a ansiedade é constante e a dor de estômago uma companhia comum, nossa digestão passa a ficar comprometida. A especialista explica que o sangue é desviado para o cérebro, coração (que bate acelerado) e músculos (preparando o corpo para a fuga, se necessário), diminuindo o ritmo de outros órgãos que são menos usados naquela hora – em especial o conjunto gastrointestinal.
Pra piorar, a forte presença de adrenalina e cortisol na corrente sanguínea faz com que o nosso corpo produza uma maior quantidade de ácido no suco gástrico e é essa acidez a principal responsável por irritar as paredes do estômago, causando náuseas e vômitos, e muitas vezes levando a casos mais graves de gastrite ou úlcera se não forem devidamente tratadas.
Tratamento
É verdade que a dor de estômago é consequência da ansiedade, mas para pôr fim ao problema, elas precisam ser tratadas separadamente. Se a dor de estômago vem acompanhada de períodos de muita tensão, além de taquicardia e sudorese, é fundamental procurar um tratamento psicológico a fim de controlar os episódios de ansiedade e evitar novas alterações gástricas.
Com as emoções sob controle, fica mais fácil procurar um especialista capaz de tratar a chamada “gastrite nervosa”, lidando especificamente com os sintomas presentes na região abdominal. Se for preciso, uma endoscopia digestiva alta pode ajudar a dar um diagnóstico mais preciso, além da inclusão de alguns medicamentos e mudanças na rotina, como:
– Cortar alimentos ricos em cafeína do cardápio (chocolate, café, chá, refrigerante e bebidas alcoólicas)
– Cortar alimentos gordurosos, processados e industrializados
– Incluir na alimentação frutas não ácidas, como maçã, banana e goiaba
– Tomar toda semana chás de hortelã ou camomila
– Comer diariamente folhas verde-escuras, como brócolis e espinafre
– Dormir bem (oito horas de sono, no mínimo)
– Fazer atividades físicas diárias
– Interagir com amigos, ter um hobby, ter uma vida sexual ativa…
Dicas anotadas? Dor de estômago, nunca mais!
Bjs,
Fabi Scaranzi
*Imagens: Shutterstock