Trabalhar feliz faz qualquer trabalho render mais

trabalhe feliz
(Imagem: Shutterstock)

Foi-se o tempo em que o salário era o principal atrativo para manter um funcionário na empresa. Hoje, a conta no fim do mês está longe de ser o maior retentor de talentos em uma organização. Quem garante é a psicóloga e mestre em administração de empresas, Meiry Kamia. Ela afirma que atualmente o dinheiro encontra-se entre os mais baixos fatores de motivação. “Estou falando daquela energia que nos faz levantar todos os dias e superar desafios. É ela que nos leva a transformar projetos em realidade. Isso traz um estado de espírito muito parecido com felicidade e é exatamente esse sentimento – o de trabalhar feliz –  que os empregadores querem proporcionar aos seus funcionários atualmente”, diz Meiry.

Não que o salário não seja importante. Nós sabemos que é – e muito! Mas ao trabalharmos com desânimo ou angústia, nosso rendimento não só se mostra inferior ao esperado, como nos tornamos mais suscetíveis a erros por falta de atenção, além de lentidão de raciocínio. “O dinheiro é fundamental para nossa sobrevivência, entretanto hoje o ser humano deseja mais do que simplesmente trabalhar para pagar suas contas. Ele quer se sentir satisfeito e motivado no trabalho e as empresas estão se dando conta disso”, afirma Meiry.

Trabalho ideal
Ao se tornarem mais atentas aos desejos internos e psicológicos de seus funcionários, as empresas perceberam que investir em qualidade de vida é sim um bom investimento. O ambiente aconchegante, a mesa espaçosa, um espaço bem iluminado… Tudo isso gera a sensação de comprometimento e vontade de se superar. “Ter uma razão maior para trabalhar é o segredo da automotivação para o trabalho. Por isso, tantas pessoas aceitam trabalhar de graça em ONGs e Escolas de Samba, por exemplo, porque nelas o ambiente é alegre e descontraído. Ao se divertir você não sente que está, de fato, trabalhando.”

O papel das empresas
A automotivação é uma habilidade que pode ser aprendida e desenvolvida. Por isso, as empresas, por meio de seus líderes, podem ajudar seus funcionários a desenvolverem essa habilidade. Meiry explica que, ao conviverem diariamente em um ambiente competitivo e de grande pressão, o risco dos funcionários apresentarem problemas relacionados à saúde física e mental aumenta, obrigando-os a se afastarem do trabalho por muito tempo ao até mesmo de apesentarem antes do tempo, o que, consequentemente leva a queda dos lucros e produtividade da organização.

Pensando nisso, é cada vez mais comum as empresas criarem estratégias para garantir o bem-estar dos seus empregados, adotando medidores como o Clima Organizacional, investimento em programas de treinamento e desenvolvimento, e não apenas treinamento técnico, mas também com foco comportamental. “Dessa forma, os funcionários também têm a possibilidade de desenvolver habilidades como comunicação, feedback e autoconhecimento. Fatores essenciais para o desenvolvimento da automotivação.”

Resultado a longo prazo
Pessoas motivadas são mais felizes por que conhecem o propósito do seu trabalho. Segundo a psicóloga, ao conhecer seu papel na organização e sentir orgulho dos resultados de seus trabalhos, o funcionário se sente realizado e esse sentimento de felicidade e comprometimento gera um ganho maior na atenção aos detalhes, maior responsabilidade nas tomadas de decisões, além, é claro, na maior proatividade. Já quem trabalha apenas pela necessidade de sobreviver e não vê sentido nenhum em seu trabalho, dificilmente tem motivos para se empenhar. “Pessoas desmotivadas demonstram baixa energia, baixo comprometimento, realizando apenas o que lhe pedem e tendem a compensarem a tristeza comendo doces, fumando, consumindo álcool ou drogas, o que trará ainda mais problemas relacionados à produtividade”, explica. Além disso, estão mais expostas ao cortisol (hormônio do stress) que rebaixa a imunidade, dando brechas para doenças físicas e psicológicas.

Portanto, ao trabalhar com vontade, ou dar ao seu funcionário o estimulo que ele precisa para se sentir confortável e confiante em seu ambiente de trabalho o ganho vem em dobro: funcionário feliz é funcionário eficiente. E funcionário eficiente é lucro para empresa na certa!

É possível ser feliz sozinha

ser feliz sozinha

Estar ou ser sozinha não é necessariamente sinônimo de solidão. Pelo contrário, a gente não pode (nem deve) se isolar de tudo e de todos sempre, mas tem momentos que a gente precisa dar um tempo do barulho externo para escutar a si mesma. No meu livro “Mulheres Muito Além do Salto Alto”, converso com a psicoterapeuta Elisabeth Furigo sobre a importância de ter um tempo só seu.

Ficar sozinha é saudável
Elisabeth me garantiu que a solidão só se torna doentia quando leva a pessoa ao isolamento, ou ao contrário, ao lançá-la compulsivamente a relacionamentos indiscriminados. Porém, existe aquele tipo de solidão que só vem para fazer o bem. “A criativa, por exemplo. São nos momentos em que você está sozinha que as melhores ideias surgem e levam você a realizar seus sonhos e projetos.” Para examinar-se, às vezes, é preciso se afastar, fazer regastes, estabelecer limites.

Você pode ser feliz sozinha
Nem toda pessoa acompanhada é feliz. “O necessário para a felicidade é saber ficar só”, explica Elisabeth. Quando temos coragem e oportunidade de chegar ao fundo do poço e de lá dar a volta por cima, sabemos, então, o quanto são importantes espaços para estarmos sós e centradas.

Quando acionar o botão de alerta
De acordo com Elisabeth, a solidão só passa a ser vista como um problema quando a mulher não escolheu estar sozinha, mas se viu colocada nesta situação. Isso implica em isolamento, dificuldade de criar vínculos e se comunicar, sofrimento e depressão.

Solidão e autoconhecimento
Estamos tão acostumadas a viver em uma sociedade onde a mulher tem sempre que ser uma pessoa esclarecida, ser politicamente correta, controlada e ter todas as suas iniciativas transformadas em um obras-primas, né? E quando não correspondemos às expectativas acabamos nos sentindo frustradas. Afastar-se, viajar sozinha, caminhar sozinha, sentar sozinha na varanda, não porque você não seja capaz de estar com outras pessoas, mas para buscar seu próprio sentido de inteireza é uma ótima forma de examina suas circunstâncias mais profundas. Experimente: o exercício vale a pena!