Por que os casamentos têm durado tão pouco?

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(Imagem: Shutterstock)

Você já deve ter passado por isso: durante uma conversa com amigas alguém solta: “Sabia que fulana e ciclano já separaram? O casamento não durou nem dois anos”.

Pensando um pouco sobre o assunto, fica impossível não se perguntar: por que será que os casamentos atuais têm durado tão pouco, principalmente quando comparamos com a relação duradoura de nossos pais e avós?

Conversando com a terapeuta de casal e familiar, Lana Harari (SP), descobri que muitas pessoas veem no casamento dos pais uma relação idealizada, mas que, apesar de serem cúmplices, muitos passaram por dificuldades no começo da relação e ainda assim decidiram continuar juntos. “Ninguém sabe se atualmente esses casais de longa data são realmente felizes e estão satisfeitos, ou se a escolha de estarem junto é feita todos os dias. Muitos, inclusive, deixam de lado a relação conjugal, aquela que inclui o sexo e a cumplicidade, para viverem apenas a relação familiar, colocando à frente a felicidade dos filhos”, explica.

Primeiro, de acordo com a terapeuta, é preciso ter em mente que um casamento duradouro não significa necessariamente um casamento feliz. É aí que vem a pergunta: prefiro viver uma relação infernal ou viver sozinha? Lembre-se que vínculos afetivos sempre vêm acompanhados de conflitos. Os valores, expectativas, sonhos e hábitos podem ser diferentes e nem sempre esses vínculos comportam os conflitos e as incompatibilidades.

Os casamentos no século XXI
Talvez, a principal diferença entre os casamentos antigos com os de atualmente é que o casal já não é mais dependente um do outro financeiramente. Pelo contrário! “Já faz anos que a idade conjugal não define mais a mulher, mas sim se ela trabalha, se tem recursos próprios para se sustentar e liberdade para tomar as decisões que desejar”, explica Lana.

E se hoje, graças ao empoderamento feminino (aliás, sabia que a palavra “empoderamento” foi a mais procurada nos dicionários online em 2016?), as diferenças de gênero vem aos poucos diminuindo não apenas no ambiente de trabalho, mas também dentro de casa – quem disse que o homem não pode cozinhar enquanto a mulher cuida das finanças? – fica mais fácil tomar coragem para jogar tudo pro alto e priorizar a liberdade de ir atrás de suas metas, focos e sonhos sem ter alguém podando seus atos e te colocando limites.

Sthepany Brito e Alexandre Pato: casamento só durou um ano
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Namoro x casamento: duas realidades bem diferentes
Como é comum ouvir casos de pessoas que namoraram há 7, 10 anos e não conseguiram ficar nem um ano casados. Por que será? Lana Harari explica: no casamento aumentamos nosso grau de expectativa sobre o outro e aquela atenção seletiva do começo do namoro vai dando espaço às características reais”.

Já ouviu falar em atenção seletiva? É ela quem te cega lá no comecinho do relacionamento e faz você só enxergar as qualidades do parceiro. Para a terapeuta, entretanto, essa atenção seletiva é extremamente necessária, senão, se tivéssemos uma visão realista do parceiro desde o começo, jamais formaríamos esse vínculo tão necessário para a relação.

É com a chegada do casamento que vem as expectativas, sejam elas conscientes ou inconscientes. Por exemplo: enquanto algumas mulheres afirmam que querem crescer na carreira e formar com o marido um casal poderoso, inconscientemente elas desejam que o homem seja o provedor e assuma a maioria das responsabilidades da casa. No caso dos homens, enquanto muitos desejam uma relação fraternal com a esposa (ser cuidado e zelado diariamente), inconscientemente ele espera que a mulher seja independente e não recorra a ele sempre que surgir um problema. Difícil, né? E tem mais!

Além desses desejos conscientes e inconscientes (que variam de pessoa pra pessoa), é no casamento que se descobre as pequenas diferenças, seja na divisão de tarefas domésticas, nos hábitos, valores e até na divisão do espaço – onde fumar, qual canal de televisão assistir, se a luz deve ou não ficar acesa na hora de dormir… “Essa co-habitação pode gerar conflitos entre os diferentes jeitos de ser e nem sempre o casal tem maturidade para relevar manias e ceder vontades”, diz Lana.

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Já William Bonner e Fátima Bernardes ficaram juntos por 26 anos

Casamentos em crise! Atenção para as dicas da especialista
Casou há poucos anos e já vê sinais de uma crise conjugal se aproximando? Calma! Talvez vocês só estejam passando por uma fase de adaptação. “A fase de estranhamento pode demorar bastante. Já vi casos de crises que duraram mais de 10 anos. É preciso entender que isso é natural em qualquer novo casamento e que, para fazer a relação dar certo os dois precisam se redescobrir e redefinirem o que querem e no que se transformaram, dentro e fora do relacionamento”, diz Lana. Com as novas metas e vontades determinadas, chegou a hora de firmar um novo “contrato de casamento” – conversa franca sobre o que querem um do outro e como vão fazer, para juntos, alcançarem suas metas como casal.

Lana Harari cita ainda uma lista de pequenas atitudes indicadas por especialistas que ajudam (e muito!) a manter os casamentos saudáveis e felizes. Dá uma olhada:

Melhorar a comunicação de forma que ela seja clara e livre de ofensas
Se esforçar para melhorar a vida sexual
Esclarecer, através do diálogo, as expectativas iniciais e construírem juntos projetos comuns
Focar na individualidade e separar projetos pessoas dos conjugais
Saber ceder e fazer concessões
Se esforçar para cultivar a vida social
Ter paciência para lidar com a rotina
Dar ao outro gestos de atenção constantes (desde elogios até palavras de encorajamento)
Harmonizar as tomadas de decisão conforme as aptidões de cada um (quem é melhor em finanças cuida das contas da casa, enquanto o outro, mais criativo, planeja as viagens e eventos sociais)
Estar sempre consciente de que a vida está cheia de imprevistos e que é preciso estar reinventar seu casamento constantemente com base nesse conhecimento.

Quando vale a pena procurar terapia?
“O mais rápido possível”, garante Lana Harari, afinal, quando acaba a atenção seletiva, fica difícil fazer o casamento ir pra frente. E não pense você que uma hora de terapia apenas resolve? O trabalho precisa ser constante, principalmente dentro de casa. “Só depois de casados é que você descobre que é impossível não ter conflitos e que filho não conserta uma relação com problemas”, ressalta a terapeuta. Por isso a importante de se redescobrir todos os dias, não apenas como mulher, mas como esposa, companheira e melhor amiga.

Bjs,
Fabi Scaranzi

União estável: saiba tudo sobre ela

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(Foto: Shutterstock)

Você começou a morar com seu companheiro e nunca formalizou o casamento? Não se preocupe. os direitos de ambos estão garantidos pela lei. É claro que formalizando a situação, tudo fica mais fácil. Já pensou nisso?

A união estável pode ser comparada com um “quase casamento”. Mas será que você sabe o que precisa acontecer para que o casal se qualifique nesse modelo de relacionamento? Conheça os direitos e deveres tanto seus quanto do parceiro e, principalmente, como legalizá-la perante a lei.

As regras do relacionamento considerado uma união estável são bem simples: a relação entre duas pessoas precisa ser pública, continua e duradoura, havendo o intuito de constituir uma família, podendo, inclusive, haver a presença de filhos. A diferença fundamental entre esse tipo de relação e o casamento é que o casal não é obrigado a morar junto.

Mas se o casal não mora junto, esse relacionamento não deve ser considerado um namoro? Não necessariamente! De acordo com a lei, quando o casal passa a se ajudar financeiramente, criando uma dependência no pagamento das contas um do outro, eles passam a ingressar nas leis da união estável, mesmo sem notar. As dúvidas aparecem, entretanto, pelo fato de, normalmente, os casais não terem documentos oficiais que legalizem essa aliança entre eles. Porém, os direitos por parte dos dois existem e merecem ser respeitados. Para entender melhor o que faz uma relação ser considerada uma união estável, ou não, conversamos com o advogado Luiz Kignel, especialista em direito de sucessão e família e perguntamos, inclusive, como separar bens, móveis e imóveis caso a relação tenha um ponto final.

Regras básicas da união estável

Cumplicidade

De acordo com a definição legal inserida no artigo 1.723 do Código Civil, constituir uma família não significa obrigatoriamente ter filhos, uma vez que casais sem filhos também se enquadram na definição de família. Luiz Kignel explica que na união estável se configura o dever de lealdade, respeito e mútua assistência, tanto material como imaterial. “Se houver filhos, também há o comprometimento na formação dos mesmos. Nesse caso, a união estável se assemelha ao casamento civil nos direitos e obrigações entre cônjuges – que na união estável se denominam ‘companheiros’”.

Sem formalidades

Enquanto o casamento civil se formaliza com a certidão de casamento, a união estável pode, ou não, ser formalizada por escrito e não deve ser confundida com namoro. Nesse tipo de relacionamento, há um “querer bem” entre as partes, um desejo de estar junto, uma presunção de lealdade. Ainda que com maior ou menor intensidade, a relação de namoro para por aí. Quando namorados começam a ter, por exemplo, relações financeiras, quando um sustenta o outro ou ajuda de alguma maneira materialmente, então estamos nos afastando do conceito de namoro e caminhando para uma união estável.

A dica dada pelo advogado, entretanto, é que o casal formalize a união estável por um documento que poderá ser tanto um instrumento particular como uma escritura pública. “Esse documento é importante porque ele formaliza a data do início do relacionamento. É através desse documento também que ambos elegem o regime de bens na união estável.

Brincando de casinha

Morar junto é outra questão que também diferencia o namoro da união estável porque namorados não moram juntos sob o mesmo teto. Morar junto é uma relação típica de união estável, ainda que não seja obrigatória. Essa transição de namoro para união estável normalmente acontece de forma natural, conforme a relação amadurece e se torna cada vez mais sólida e com planos futuros.

Direitos dentro da união estável

Dentro desse tipo de relação, homens e mulheres possuem os mesmos direitos e obrigações. O artigo 1.724 do Código Civil determina os deveres de lealdade, respeito e assistência entre os companheiros, bem como de guarda, sustento e educação dos filhos comuns. “Os casais que optam em manter a relação de maneira informal e não firmam um documento, precisam ter noção de que estão convivendo sob o regime da comunhão parcial de bens e, portanto, todos os bens adquiridos por compra por qualquer uma das partes passa a ser patrimônio comum do casal de companheiros”, lembra Luiz. Entretanto, os bens recebidos  através de doações ou heranças permanecem apenas àquele a que foi destinado. Se o casal desejar, é possível firmar um contrato de união estável escolhendo o regime de separação total de bens e, nesse caso, cada um preservará seu patrimônio individualizado.

E quando há uma criança envolvida?

Um casal com filhos tem o mesmo tratamento na união estável e no casamento civil. De acordo com Luiz Kignel, não existe mais a preferência absoluta a favor da mãe. No caso da falta de acordo entre os pais, o juiz determinará que os filhos fiquem com quem tiver melhores condições para assumir essa responsabilidade. Caso ambos tenham condições de cuidar da criança, o mais natural é que a mãe acabe ficando com a guarda. “A definição da guarda dependerá da análise de todas as questões que envolvem a melhor formação moral, social, educacional e material dos filhos menores”, diz. Há, ainda, a guarda compartilhada entre os companheiros que poderá ser objeto de acordo entre as partes.

Em tempos de rede social, união estável é como ter assumido publicamente no facebook, por exemplo, que você tem um relacionamento sério com alguém, que da mesma forma assume isso publicamente. Aliás, selfies de instagram, conversas íntimas no whatsapp e álbum de fotos no facebook também já são considerados hoje em dia como provas a serem consideradas. Não caia em armadilhas, mas por outro lado não fuja dos compromissos afetivos que você assume. Porque hoje o papel em si, é só burocracia, vale mais a atitude que você torna pública quando deseja dividir sua vida com alguém. E se você dispensa formalidades, fique tranquila, sua união não depende mais delas para ser oficial. E que seja eterna, enquanto dure. Boa sorte!

bj pra vcs
Fabi Scaranzi

Como sobreviver ao fim de um relacionamento

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(Foto: Shutterstock)

A grande maioria das mulheres, em algum momento da vida, assim como eu, passou por uma situação de fim de relacionamento, que pode ter sido fácil – ou não – de superar. Se foi muito traumático, e você ainda gostava muito da pessoa, provavelmente, você deve ter se perguntado “como vou sobreviver a isso? ”. Naquele momento você não consegue ver a situação com tanta clareza, mas o fato é que você sobrevive sim! Falo por experiência própria!

Vamos repassar algumas dicas para ajudá-la a superar essa fase, de forma tranquila, pacífica e com o menor número de mensagens de texto – das quais você pode se arrepender.

1º Passo: Sinta toda a tristeza

Existem términos que são tão ruins que você irá precisar de uma boa dose de choro e pelo menos dois potes de sorvete. (rs) Permita-se sentir tudo o que está dentro de você, neste momento. Repasse cada último detalhe do fim do relacionamento na sua cabeça. Você precisará fazer isso por você mesmo, para que sua mente processe tudo o que aconteceu e quando você estiver melhor, você saiba como se sentiu.

A coisa mais importante para se ter em mente nesta primeira etapa, é que você deve limitar a viver isso por apenas uma semana. Porque depois de chorar tudo o que você tiver que chorar, chegará a hora de começar a voltar a ser feliz e voltar a viver. Afinal de contas, ninguém quer estender essa tristeza por mais do que o tempo necessário. O que nos leva ao segundo passo…

2ª Passo: Elimine todas as coisas tristes

Pare de ouvir a aquela playlist de músicas tristes e pare de viver a tristeza. Se você precisar de mais algum tempo para pensar sobre o que aconteceu, diga a você mesma, que tem apenas 10 minutos para isso e depois deixe isso para trás e ocupe-se.

Esta postura irá permitir que seu cérebro identifique os momentos de tristeza, te ajude a ter controle da situação, e não te deixe se sentindo triste 24 horas por dia. Todo mundo quer ser feliz e a hora de começar é agora.

Coloque sua autoestima lá em cima: arrume-se, cuide-se, assista a um bom filme ou leia um livro inspirador. Acumule somente pensamentos positivos.

Se o seu ex continua sendo o maior motivo para que você se sinta triste, ele deverá ser definitivamente cortado de sua vida… pelo menos nesta fase. Experimente evitar contato por pelo menos 30 dias. Isso irá te ajudar a entender o quanto você pode sobreviver sem ele e, enquanto isso, ele vai perceber o quanto não gosta de ficar sem notícias suas.

3º Passo: Durma e descanse o máximo possível

Tenha certeza de passar muitas horas descansando sua cabeça. Isso a ajudará a pensar com clareza sobre o que está se passando. Se tiver dificuldades para dormir, tome chás calmantes ao se deitar, ou coma alimentos que induzam ao sono. Nada de cafeína e chocolate em excesso, hein? Estes alimentos são estimulantes e podem te dar insônia.

A ausência de boas noites de sono podem tornar seus dias mais difíceis e sua mente mais agitada.

(Foto: Shutterstock)

 4º Passo: Ocupe-se!

Foque suas energias no seu trabalho, na sua carreira ou em hobbies. Preencha o seu tempo. Está é a hora ideal para começar novos projetos ou fazer coisas que sempre quis e que, por algum motivo, ficaram para trás. Principalmente se for algo que poderá fazer bem ao seu corpo e à sua mente, como iniciar aquelas aulas de yoga que você adia há séculos.

Faça trabalhos voluntários ou serviços pela comunidade em que você vive. Sinta-se útil e orgulhosa de si mesma. Ocupar-se com estas coisas fará com que você foque nos desafios da sua própria vida, além de ajudar naqueles momentos em que você se pega entediada e pensando demais nas coisas do passado.

E não se esqueça de se reaproximar dos seus amigos e familiares ainda mais. Eles são as pessoas que mais a amam e a farão se sentir bem.

 5º Passo: Torne-se a melhor versão de você mesma!

Agora é a hora de mais do que nunca focar em você. Se andou se sentindo mal sobre sua aparência, seu corpo, se perdeu sua confiança, essa é a hora de se amar novamente. Mostre para o seu corpo o seu amor também.

Afinal, a melhor maneira de dar a volta por cima é mostrar aos outros e sobretudo a você mesma o quão fabulosa e poderosa você pode ser. Mas, mais importante, isso fará com que você realmente se sinta fabulosa.

Evite a todo custo a preguiça e a má alimentação (a única exceção permitida é na primeira semana após o término). Esta dupla é capaz de paralisá-la num casulo de tristeza. Levante do sofá e se inscreva na academia! A prática de exercícios físicos também fará com que se sinta mais cansada e irá melhorar seu sono. O acordar será agradável e estimulante.

Faça as unhas, faça compras, cuide-se com um tratamento de massagem. Ou melhor ainda, faça aquela viagem que sempre quis fazer com suas amigas. Você irá ganhar uma boa dose de autoconfiança.

Ao completar todos esses passos, após um término, coloque uma coisa na cabeça: tenha fé! Não se torne uma pessoa cética, sem capacidade de acreditar no amor novamente, ou na boa vontade das pessoas ao seu redor. Existem milhares de outras pessoas no mundo que você poderia amar mais ainda, se der a você mesma a chance de conhecê-las. Esteja aberta para o mundo. Afinal, se você não tem esperança de que algo muito bom pode acontecer com você novamente, qual é o objetivo disso tudo?

Espero que essas dicas a ajudem. Se ainda está difícil, compartilhe aqui sua experiência. Se passou pelo término e sobreviveu com louvor, conte pra gente como foi. E se começar a fraquejar, lembre-se: “O que mais importa na dificuldade, é ser capaz de caminhar bem pelo fogo”.

 bj pra vcs

 Fabi Scaranzi

Amizade com o ex: possível ou não ?

O assunto é delicado e bastante polêmico: amizade com o ex, é possível? É uma situação complicada, visto que tantas pessoas evitam ter um relacionamento com amigos para não prejudicar a amizade, ou seja, são raros os casos em que existe amizade entre o homem e a mulher após o fim do relacionamento. Este tipo de situação, na verdade, tem que ser analisada caso a caso, cada relacionamento começa e termina de uma forma. O ideal é sempre mantermos uma amizade sadia com as pessoas do nosso passado, mesmo que as coisas não tenham terminado como você gostaria, foi uma pessoa com quem você dividiu muitas experiências e fez parte significativamente da sua vida.

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(Foto: mediabakery.com)

Para decidir se você é capaz ou não de ser amiga do seu ex, vamos ver alguns pontos que devem ser considerados…

1 – Você tem que realmente querer ser amiga do seu ex.
Isso significa que vocês dois devem entender que o relacionamento de vocês teve um fim. Sem beijos, sem ligações de telefone após taças de vinho e sem ficar exibindo interesses em novos relacionamentos na frente do outro. Vocês devem entender que são estritamente amigos e nada mais, não misturar o relacionamento que tiveram com a amizade.

2 – Vocês devem perdoar um ao outro pelo o que causou o fim da relação
Para ter uma amizade saudável vocês não devem manter hostilidades em relação a problemas não resolvidos da antiga relação. Se o problema que levou ao fim do relacionamento é um que você pode perdoar e esquecer, você deve fazer isso antes mesmo de se tornarem amigos.

3- Vocês devem apoiar um ao outro em relacionamentos futuros
Seu ex encontrar uma nova pessoa de seu interesse é algo inevitável, e você tem que aceitar isso. Até porque pra você a fila também vai andar. O ciúme vai apenas complicar as coisas e passar uma mensagem errada sobre suas intenções. Para ter uma boa amizade você deve verdadeiramente desejar o melhor para o outro sempre e respeitar os novos relacionamentos, isso vale para ambos.

4 – Considere reservar um tempo para refrescar a mente
Na maioria das vezes nós queremos ir de um relacionamento amoroso para uma amizade muito rápido. Obviamente que a pessoa é importante para você, mas quando você não reserva um tempo para separar sua vida da outra pessoa, os papéis que vocês desempenham podem ficar confusos. Ao invés de levar em frente uma amizade logo de cara, você precisa dar um tempo para tomar essa atitude na hora certa.

5 – Aceite que em alguns casos, ser amiga do ex não vai acontecer
Você não pode forçar uma amizade, especialmente se o término afetou muito um dos lados da relação ou é doloroso demais para perdoar. É importante respeitar que a vida do seu ex tem que continuar – e a sua também não é mesmo? –  e que as vezes isso significa não ver um ao outro por um tempo.

Espero que esse texto tenha ajudado a perceberem que uma possível amizade com o ex é possível, dependendo de cada caso. Você já passou por essa situação e conseguiu manter a amizade? Me conta!

Bjs

Fabi Scaranzi