
A intensão é boa e passa segurança: você cria um plano B de carreira, caso não consiga alcançar seus objetivos no trabalho. Assim, se você não conseguir a promoção que deseja ou até se for demitida inesperadamente, você não se vê obrigada a começar do zero.
Esperto, né? Nem tanto! Psicólogos europeus se reuniram em um estudo e descobriram que quem tem o famoso “plano backup”na carreira acaba sabotando seus objetivos reais já que eles acomodam e desmotivam você a correr atrás dos seus verdadeiros sonhos.
Entendendo a pesquisa
Pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suíça, publicaram recentemente suas conclusões sobre esse estudo que avaliou o efeito da presença dos planos B na vida dos profissionais europeus. O diretor da pesquisa, Christopher Napolitano afirma que “quem tem planos de backup na carreira muda a maneira de perseguir seus objetivos, mesmo que nunca cheguem a usá-los”.
O efeito, porém, muda de acordo com a pessoa e a situação. Enquanto para uns o famoso plano B dá segurança e torna o indivíduo mais eficaz na corrida pelo sucesso, para a maioria dos participantes da pesquisa, eles minimizam o esforço do profissional em trabalhar em busca da promoção tão esperada.
É essa sensação de acomodamento e de ele não precisa “se preocupar demais e trabalhar duro”, que ele vê na segunda opção de carreira um plano de fuga caso não tenha sucesso na profissão escolhida. Entretanto, mesmo que o plano B garanta um curto período de desemprego e retomada na busca por um novo trabalho, não vai demorar pra que o profissional se veja mergulhado em uma carreira que não o satisfaça profissionalmente, levando a casos futuros de ansiedade, sensação de impotência e incapacidade, baixa autoestima e até depressão.
Prós e contras do plano B. O que vale mais a pena?
Assim como na carreira, é possível presenciar os efeitos negativos do plano B em questões afetivas da vida, como o casamento e o divórcio. Um estudo americano revelou que casais que não compartilham uma conta bancária, por exemplo, porque acreditam que vale a pena manter um dinheiro a parte caso eles não estejam mais juntos no futuro, estão muito mais propensos ao divórcio de fato.
Porém, a sugestão não é viver na “adrenalina” e torcer pra que nenhuma dificuldade apareça no caminho. A ideia de criar uma reserva financeira para a família, guardar economias para a faculdade dos filhos, para a troca de carro ou até mesmo para viver com conforto depois da aposentadoria é mais do que recomendada.
No campo profissional, nada impede você de se inscrever em cursos para melhorar suas habilidades na profissão e tornar seu currículo mais completo, aumentar sua rede de contatos e até fazer alguns trabalhos de freelancer se tiver um tempinho de sobra e a empresa permitir. Essa sensação de segurança, principalmente em tempos de crise, assegura você a deitar a cabeça no travesseiro e dormir em paz, mesmo que cortes no trabalho aconteçam na semana seguinte.
O plano B só não é visto com bons olhos quando passam a interferir diretamente no desempenho do profissional. A sensação de conforto que eles transmitem, acabam abalando a motivação necessária para concluir suas funções com êxito e até a melhorar seu rendimento, coisa que não acontece com aqueles que veem o emprego atual como chance única de sucesso.
Pra você, o plano B na carreira passa segurança ou acaba deixando o profissional acomodado e sem pretensões de crescer profissionalmente?
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Bjs,
Fabi Scaranzi
*Imagem: Shutterstock