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Insegurança? Não deixe que ela sabote seu futuro profissional

Você já parou para pensar que nunca tivemos tantas mulheres universitárias, informadas, preparadas em quase todas as áreas, tanto quanto os homens, mas que ainda somos absoluta minoria nas posições chaves de grandes multinacionais, dos governos e de projetos avançados? E já se perguntou o porquê disso?

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Pense no seu próprio exemplo. Na sua área de atuação e de trabalho. Você acha que hoje ocupa uma posição que equivale ao seu conhecimento, experiência, capacidade e dedicação? Se sim, a pergunta é: e por que parou por aí? Se não, a pergunta é: o que a impede de mostrar que você é capaz e está pronta para muito mais?

Em ambos os casos é claro que existem as implicações de algumas posturas ainda machistas regendo elencos de altas cúpulas, a diferenciação salarial e coisas do gênero, aliás diretamente ligadas ao gênero… Mas será que você, mulher, profissional, tem se posicionado com segurança em relação a realmente querer novos desafios e provar do que é capaz por mérito próprio?

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Levantei essa série de questionamentos quando soube da nova pesquisa mundial feita pela multinacional de tecnologia HP sobre o mercado de trabalho feminino e as conclusões às quais a pesquisa chegou. A mais importante revela que as mulheres são mais inseguras que os homens. Que por mais que a empresa se empenhe em estimular o desenvolvimento e capacitação femininas, e por mais que elas própria se preparem, elas ainda hesitam na hora de provar para si mesmas e para a empresa (que espera resultados), que ao final dessa aposta, ela será capaz e eficiente. Ou seja, em muitos casos, inconscientemente, elas se sabotam, por falta de confiança e perdem inúmeras oportunidades de crescer.

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As autoras de “The Confidence Code”

Quem também se interessou por essa insegurança foram as autoras americanas Claire Shipman e Katty Kay do livro The Confidence Code (O Segredo da Confiança). No lançamento do livro que tem como subtítulo “A ciência e a arte da auto-confiança – O que as mulheres deveriam saber”, Katty contou que elas conheceram algumas mulheres em cargos poderosos e sentiram que mesmo quando estavam no auge, não tinham certeza de que mereciam estar ali. “As mulheres dizem que deram sorte de chegar onde chegaram, coisa que os homens raramente diriam, isso nos levou a questionar se as mulheres eram de fato menos confiante e depois de muitas conversas e pesquisas, concluímos que sim”, revela.

Alguns fatores físicos e psicológicos são apontados como causadores desse comportamento. Os hormônios, por exemplo têm muito a ver com isso. Cientistas descobriram que a atuação do estrogênio (principal hormônio feminino) no cérebro faz com que as mulheres tenham mais facilidade em criar laços e conexões e mais dificuldade para discordar e correr riscos — essas últimas atitudes são, muitas vezes, necessárias para aumentar a confiança. Há ainda a facilidade feminina em ativar a amígdala cerebral -parte fundamental do sistema límbico, que controla as emoções. Isso resulta em gastar muito tempo remoendo os erros do passado e temendo o futuro: coisa rara no universo masculino.

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Claire Shipman e Katty Kay : “Ajam!” – é o conselho

Se quiserem alçar vôos maiores, as mulheres vão ter que parar de pensar tanto e agir mais: só assim, serão mais confiantes. “Viver numa zona de conforto pode se tornar monótono e triste. Portanto, ajam. A ação separa os tímidos dos ousados”, dizem Claire e Katty em um trecho do livro. Claro que é importante ponderar sobre o que fazer e sobre os riscos atrelados a cada passo — desde que isso não paralise a tomada de decisão.

Uma pesquisa feita pela consultoria McKinsey com mais de 1 000 pessoas mostra que, enquanto 86% dos homens acreditam que chegarão a ocupar um cargo executivo, apenas 69% das mulheres dizem o mesmo. Outro levantamento, da consultoria Bain&Company, revela que, quando mulheres ingressam no mercado, metade aspira a um cargo de alta gerência. Após cinco anos, só 16% delas têm a mesma ambição, enquanto 34% dos homens acreditam que chegarão lá. A falta de confiança pesa, mas há outro problema: por achar que têm a obrigação de dar conta, sozinhas, de todas as responsabilidades profissionais e domésticas, as mulheres recuam quando se veem diante de uma promoção. Conciliar a vida pessoal com a carreira é mais um fator que aumenta a insegurança feminina.

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Apesar de estudos mostrarem que mulheres em cargos de liderança contribuem mais para o sucesso das empresas (quando compõem os conselhos de administração, trazem para as companhias um lucro bruto 48% superior), elas ainda se sabotam. De onde então brota essa maldita autocrítica que as leva à estagnação?  Talvez esse seja um dos muitos motivos por que as mulheres são exceção no alto escalão das empresas. Entre as 150 Melhores Empresas para Você Trabalhar, levantadas pelo Guia VOCÊ S/A, só 7% têm mulheres na presidência.

E então? Não está na hora de virarmos esse jogo? Afinal somos maioria e temos agido timidamente, como se os séculos de desigualdade tivessem deixado cicatrizes que nos impedissem de ir além, mesmo quando as portas estão abertas… Não tenha medo! Confie mais em você e em todo o investimento que já fez para poder dizer SIM a cada novo desafio.

bj pra vcs
Fabi Scaranzi


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