Quando o assunto é dinheiro, existem certas regras que não dá pra ignorar, não importa qual seja a nossa idade ou status de vida. Seja para quitar as dívidas do cartão de crédito, abrir um fundo de emergência ou economizar para a aposentadoria, todo cuidado é pouco na hora de criar uma base financeira sólida.
Pensando nisso, separei algumas metas que valem a pena serem consideradas, esteja você na faixa dos 20, 30 ou 40 anos. Assim, você aprende a gerenciar seu dinheiro por décadas, sempre levando em conta seus sonhos e objetivos.
Se você está na faixa dos 20 anos:
Antes de realmente começar a lidar com as suas finanças, é preciso entender que você está apenas começando e que essa fase de adaptação pode ser um pouco complicada. Primeiro, calcule seu patrimônio líquido – os ativos em todas as suas contas bancárias e poupança e subtraia qualquer dívida que você possa ter (como empréstimos estudantis ou dívidas no cartão de crédito, por exemplo). Por fim, certifique-se de entender exatamente quanto você ganha mensalmente (já descontando os impostos!) e o quanto você consegue poupar depois de reservar uma parte do seu salário para cobrir despesas variadas.
Minhas dicas: Coloque uma parcela do seu dinheiro em um fundo de poupança emergencial (mesmo que seja apenas R$ 20 por mês!) e se organize para pagar o valor total da fatura do seu cartão de crédito. Ao pagar o valor mínimo, os juros são abusivos e você pode se enrolar em grandes dívidas futuras.
Se você está na faixa dos 30 anos:
Para garantir que você continue se sentindo otimista em relação ao seu futuro financeiro, é preciso levar algumas questões em consideração. Tente estabelecer quais são as suas metas a curto e longo prazo e lembre-se de que agora você provavelmente tem outros fatores a considerar, como: um apartamento, filhos, marido… Por isso, manter sua poupança de emergência é crucial.
Se você estiver ganhando um salário maior ou tem mais pessoas dependentes desse dinheiro, a sugestão é que você aumente o valor depositado nesse fundo de emergência todos mês. Outra dica importante é fazer da sua conta de aposentadoria uma prioridade. Especialistas recomendam que, aos 35 anos, as pessoas contribuam com pelo menos 15% do salário para a aposentadoria. Depois, é hora de definir metas menores para você mesma: aumente suas contribuições em 1% a cada seis mesma e tente sempre zerar as contas de cartão de crédito. Quanto mais você puder pagar suas contas à vista, melhor!
Minhas dicas: Estudos revelaram que ter filhos e comprar a casa própria são as principais metas de quem está na casa dos trinta anos. Se você faz parte dessa estatística, o ideal é que você tenha 20% do valor da casa para entrada e que se mantenha preparada para custos futuros, como manutenção, reparos, decoração… Ah, e mesmo que os gastos pareçam enormes num primeiro momento, nunca use o dinheiro do seu fundo de emergência. É superimportante ter contas de poupanças separadas para cada fim. Assim, você consegue gerenciar seu dinheiro de maneira organizada, além de acompanhar seus lucros e prejuízos.
Por último, considere também fazer um seguro de vida, afinal ele é essencial para garantir que sua família esteja financeiramente segura caso algo inesperado aconteça com você. Melhor prevenir!
Se você está na faixa dos 40 anos:
Nessa fase da vida, manter uma base financeira sólida é tão importante quanto aos 20 ou 30, se não mais. Foque-se em zerar qualquer tipo de dívida e trabalhe para garantir um fundo de emergência seguro – ele será fundamental caso você seja demitida ou precise entrar de licença médica. Lembre-se também que nessa fase da vida você está mais perto de se aposentar, por isso pelo menos 20% do seu salário deve ser passado para a aposentadoria.
Minhas dicas: Com essas metas definidas, agora é a hora de pensar nos outros. Se faz parte dos seus planos ajudar a financiar a faculdade dos seus filhos, vale a pena considerar o plano 529. Nunca ouviu falar dele? Trata-se de um plano de investimento no qual os fundos só podem ser utilizados para despesas relacionadas à educação (graduação ou pós-graduação). Além de mais flexível, esse tipo de plano traz mais benefícios fiscais em comparação com outras opções.
Dicas anotadas?
Bjs,
Fabi Scaranzi
*Imagens: Shutterstock