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Pesquisa revela: A mulher não precisa de beleza para ser feliz

(Foto: Shutterstock)

Você prefere ser inteligente ou bonita? A Clinique perguntou, e as mulheres de todo o mundo responderam. Como parte de um estudo recente em parceria com a Harris Poll, a famosa marca de cosméticos ouviu mais de 8000 mulheres acima de 18 anos em todo o mundo. Foram variadas questões em torno da relação entre beleza e do que as mulheres em geral gostam em si. Afinal é a beleza, o sentir-se bela, atraente e ser o centro das atenções o que faz uma mulher se sentir feliz? O objetivo da pesquisa era revelar isso e muito mais.Tanto que o título do estudo era: “A Verdade sobre a felicidade: O que as mulheres querem”. O quão importante é a beleza física na cabeça feminina, foi apenas parte da pesquisa como um todo. E os resultados foram surpreendentes.

De acordo com as mulheres de 15 países ao redor do mundo, 79% preferem ser inteligentes do que bonitas. Elas acham que é a inteligência que as faz serem respeitadas. A beleza também importa, mas segundo a maioria das entrevistadas, nem tanto. Em uma cultura que valoriza demais a aparência, é interessante ver que as mulheres estão exibindo orgulhosamente sua inteligência como uma de suas mais belas características — e as mulheres espanholas lideram esse grupo com a impressionante marca de 90%! No entanto, nem todas as culturas estão totalmente de acordo, como no caso da Coreia do Norte que tem a porcentagem mais baixa, 61%; logo depois temos a China com 71%.

Se a beleza então não é fundamental e a inteligência sim, o que essas mulheres consultadas pensam que lhes faria mais felizes? A resposta não é unânime, já que a perspectiva de cada mulher depende de seu lugar de origem e de sua idade. As mulheres americanas acreditam que ganhar mais dinheiro; perder peso; e ter mais autoconfiança, levaria a uma maior felicidade. Por outro lado, as mulheres da Arábia Saudita acharam que ser mais religiosas/espirituais; ter uma educação melhor; e ganhar mais dinheiro seriam fatores essenciais. É interessante notar que todos os 15 países, com exceção da Arábia Saudita e do Japão, escolheram ganhar dinheiro como o fator mais importante para incrementar o nível de felicidade, independente da idade. Talvez como um sinal de que a independência financeira seja essencial para a mulher atual. 48% das brasileiras entrevistadas acham que o dinheiro não compra a felicidade.

As brasileiras apontaram a família, a saúde e as amizades como as maiores fontes de alegria. E quando se fala em envelhecer é interessante notar que 77% das mulheres do mundo representadas na pesquisa global afirmam ser felizes com a vida que levam hoje (72% das brasileiras concordam com isso). Quando perguntadas se a felicidade aumenta com a idade 31% responderam sim (brasileiras 35%). 45% acham que a felicidade nem aumenta nem diminui com o envelhecer (brasileiras 50%). 24% das mulheres do mundo acham que a felicidade diminui com o passar dos anos (brasileiras 15%).

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(Foto: Shutterstock)

Bom, a pesquisa é bem extensa e renderá boas pautas por aqui. Como, por exemplo, por que as mulheres do mundo em sua maioria (62%) acreditam que a mulher de hoje é mais feliz do que a de 20 anos atrás e as brasileiras afirmam isso com veemência (71%) atrás apenas das indianas (80%) e na mesma proporção – em média, afirmam que o desejo de ter tudo aqui e agora tem trazido infelicidade, por causa da pressão para se alcançar a perfeição (brasileiras 61%)? Muito a se discutir ainda sobre esses resultados. E discutir idéias é sempre bom. Você não acha?

Bj pra vcs
Fabi Scaranzi


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