Métodos contraceptivos: conheça suas opções!

Adesivo, diafragma, DIU... conheça todas as opções de métodos contraceptivos, suas vantagens e desvantagens e escolha a melhor para as suas necessidades!

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A discussão acerca do uso de anticoncepcional nunca esteve tão dividida. Enquanto alguns especialistas apoiam o uso da pílula, sugerindo inclusive o uso contínuo, outros alertam para os perigos do medicamento e para o risco de doenças mais sérias, como a trombose.

O importante é ter em mente que as pílulas não são a sua única opção. Existe uma série de métodos contraceptivos disponíveis no mercado para ajudar na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis ou a evitar uma gravidez não planejada.

Independentemente do método que você escolher, é imprescindível consultar seu médico para ter certeza de que aquele contraceptivo é o mais recomendado pra você, afinal cada organismo reage de uma maneira e nem sempre o que funciona bem pra sua amiga, vai surtir efeito no seu corpo. “A partir do histórico clínico e do exame físico geral e ginecológico da paciente, o médico pode orientar o método contraceptivo, incluindo os métodos hormonais”, explicou o ginecologista dr. Sergio Podgaec em seu artigo ao Hospital Albert Einstein.

Dr. Sergio Podgaec garante ainda que há qualquer problema em não menstruar. “Mulheres que têm muita cólica menstrual, muito fluxo menstrual ou tensão pré-menstrual intensa podem se beneficiar bastante dessa opção”, diz no artigo. E continua: “Não há qualquer estudo científico que demonstre prejuízo em não menstruar a curto ou longo prazo e também não há relação entre não menstruar e o risco de trombose”.

Abaixo, o especialista listou todos os métodos contraceptivos, com suas vantagens e desvantagens. Só não se esqueça de conversar com o seu médico sobre cada um deles, ok? Só ele será capaz de indicar a melhor opção para atender suas necessidades.

Métodos contraceptivos femininos: escolha o melhor pra você!

Dispositivo Intrauterino (DIU)
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Como funciona?
São pequenas peças de plástico no formato da letra “T” ou do número “7”, com cerca de 2,5 a 3cm introduzidas no interior do útero. Podem ser utilizas com hormônio ou ter partes metálicas (cobre). Esse metal atua matando os espermatozoides e impedindo a fertilização. Já o DIU com hormônio libera pequenas quantidades de progesterona no interior do útero provocando alterações do endométrio (camada que reveste o útero) e do muco do colo uterino, dificultando a entrada dos espermatozoides e a sua sobrevivência.

Qual a sua eficácia?
Se usado corretamente o risco de gravidez é de 0,3% para o DIU de cobre e de 0,1% para o DIU hormonal.

Como se utiliza?
Ambos necessitam ser colocados pelo ginecologista e podem permanecer por alguns anos.

Qual é a sua vantagem?
Ambos os DIUs permanecem dentro do útero e garantem excelente eficácia contraceptiva. O DIU de hormônio tem como efeito colateral reduzir a menstruação, e pode ser útil para mulheres que possuem cólicas ou fluxo menstrual intenso.

Desvantagem?
O DIU de cobre pode aumentar o fluxo menstrual, além de provocar cólicas. Estes efeitos não são observados para o DIU de hormônio. Porém, este pode provocar dor mamária, oleosidade da pele e cistos ovarianos. Ambos não previnem DSTs.

Diafragma

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Como funciona?
Normalmente é de silicone, no formato de disco maleável, introduzido no interior da vagina de maneira a formar uma barreira na frente do colo uterino para não haver a entrada dos espermatozoides no útero. Deve ser introduzido no interior da vagina, previamente ao ato sexual, em conjunto com gel e creme espermicida, para melhorar sua eficácia e aplicação.

Qual a sua eficácia?
Se usado corretamente, o risco de gravidez é de 15%.

Como se utiliza?
A maleabilidade do disco permite que ele seja dobrado com os dedos e introduzido facilmente na vagina, á maneira de um absorvente interno, pela própria mulher. Entretanto, é necessária a orientação do ginecologista para o uso adequado e correto.

Qual a sua vantagem?
Liberdade para a mulher controlar a contracepção, não aparece após a sua acomodação e não é percebido pelo parceiro, independe de contraindicação quando comparado com outros métodos.

Desvantagem?
Deve ser retirado após 6 horas da última relação, apresenta eficácia inferior a outros métodos contraceptivos, pode causar infecção urinária, irritação local, alergia, necessidade de complementação do gel espermicida após cada relação, além de menor proteção para DSTs.

Camisinha feminina
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Como funciona?
É uma bolsa de plástico leve e frouxa, que se adapta a vagina e protege o colo do útero (parte inferior do útero), as paredes vaginais e se exterioriza na vulva, ficando a camisinha aparente. A penetração do pênis se faz no interior deste dispositivo, contribuindo para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Qual a sua eficácia?
Se usada corretamente, o risco de gravidez é de apenas 5%.

Como se utiliza?
A própria mulher introduz a camisinha no interior da vagina com auxílio dos dedos, a semelhança de introduzir um absorvente interno. Não deve ser usada ao mesmo tempo com preservativo masculino. Pode ser introduzida algumas horas antes do contato sexual, mas deve ser substituída após cada relação.

Qual é a sua vantagem?
A própria mulher pode utilizá-la quando necessário, protege também contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e independe de contraindicação quando comparado com outros métodos.

Desvantagem?
A presença do dispositivo vaginal pode inibir o contato sexual, além de ter eficácia inferior a outros métodos contraceptivos, pode causar irritação local e alergia.

Contraceptivo hormonal oral (anticoncepcional)
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Como funciona?
Os contraceptivos orais (ou pílulas anticoncepcionais), podem ser combinadas com os hormônios estrogênio e progesterona, ou apenas progesterona. A principal ação é por interferência na ovulação, mas também modificam o endométrio e o muco do colo do uterino no sentido de dificultar a entrada e a sobrevivência dos espermatozoides.

Qual a sua eficácia?
Se usados corretamente, o risco de gravidez é de 0,3%.

Como se utiliza?
Ingestão diária de comprimidos. Dependendo dos tipos e da combinação hormonal, cada marca de pílula apresentará diferentes intervalos entre as cartelas, desde sete dias até o uso contínuo.

Qual é a sua vantagem?
Elevada eficácia contraceptiva, além de efeitos colaterais que podem ser desejáveis, como redução de fluxo menstrual e cólica, redução de acne e oleosidade da pele.

Desvantagem?
Em algumas mulheres podem provocar dor mamária, tontura, dor de estômago, alterações de humor e libido, ganho de peso, trombose, derrame (efeitos raros). Não protegem contra DST´s.

Contraceptivo hormonal injetável
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Como funciona?
Semelhante a pílula, isto é, com associação dos hormônios estrogênio e progesterona ou apenas progesterona. A diferença é que há um maior efeito sobre o endométrio e o muco do colo uterino.

Qual a sua eficácia?
Se usado corretamente, o risco de gravidez é de 0,3% por ano de uso.

Como se utiliza?
Mensal – Associação dos hormônios estrogênio e progesterona – é aplicada uma dose do contraceptivo por meio de injeção muscular mensal. Mantém fluxo menstrual nos intervalos das injeções.
Trimestral – apenas progesterona – com aplicação de dose a cada três meses. Suspende a menstruarão.

Qual a sua vantagem?
Apresenta elevada eficácia e não necessita da ingestão diária de comprimidos. No caso do injetável trimestral, a suspensão da menstruação pode ser útil ás mulheres com cólicas e fluxos elevados.

Desvantagem?
Ganho de peso, dor mamária, dor de cabeça, sangramento irregular. Não protege contra DSTs, não pode ser aplicado em mulheres que fazem uso de anticoagulantes pelo risco de formarem hematomas no local da injeção.

Contraceptivo hormonal – implantes
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Como funciona?
Pequenos tubos (como palitos de fósforo) de 3 cm, que contém o hormônio progesterona e são inseridos na pele, especialmente na região do braço. Podem atuar por até três anos liberando o hormônio. A ação é por interferência na ovulação. A diferença é que há maior atuação no endométrio e no muco, dificultando a sobrevivência dos espermatozoides, bem como, a sua entrada.

Qual a sua eficácia?
Se usado corretamente, o risco de gravidez é de 0,05%.

Como se utiliza?
O médico faz uma pequena anestesia na pele por onde introduz uma agulha especial para inserção do implante.

Qual é a sua vantagem?
Elevada eficácia sem a necessidade de lembrar-se de tomar comprimidos diariamente. Como suspende a menstruação, também auxilia no controle da dor em mulheres que tenham problemas menstruais.

Desvantagem?
Ganho de peso, dor mamária, dor de cabeça, sangramento irregular, queda de cabelo, diminuição de libido, depressão. Não protege contra DSTs.

Contraceptivo hormonal – anel vaginal
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Como funciona?
Anel de silicone maleável com cerca de 4 cm, que contém hormônio estrogênio e progesterona no seu interior. É introduzido na vagina onde se acomoda e permanece por três semanas liberando localmente seus hormônios que serão absorvidos pela mucosa vaginal para a circulação sanguínea. Os efeitos contraceptivos são os mesmos da pílula.

Qual a sua eficácia?
Se usado corretamente, o risco de gravidez é de 0,5% por ano de uso.

Como se utiliza?
A própria mulher introduz o anel no interior da vagina a semelhança do uso de um absorvente interno.

Qual é a sua vantagem?
Tem os mesmos efeitos da pílula sem ter que se lembrar de tomar comprimidos diariamente.

Desvantagem?
Pode provocar os mesmos efeitos colaterais da pílula, além de irritação vaginal e corrimento. Não protege contra DSTs.

Contraceptivo hormonal – adesivo cutâneo
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Como funciona?
Pequenos selos adesivos, com cerca de 2 cm, que se colocam firmemente a pele e liberam hormônios (estrogênio e progesterona) que são absorvidos e liberados na circulação sanguínea. Atuam como os contraceptivos hormonais orais.

Qual a sua eficácia?
Se usado corretamente, o risco de gravidez é de 0,3%.

Como se utiliza?
A própria paciente o selo, que é trocado a cada semana, sobre a pele de regiões de pouco atrito como nádegas, lombar, ombro.

Qual é a sua vantagem?
Elevada eficácia com facilidade de uso, sem a necessidade de se lembrar de utilizar.

Desvantagem?
Apresenta os mesmos riscos dos outros métodos hormonais, além de poder provocar irritação da pele. Não protege contra DSTs.

 

Fim das dúvidas? E fica a dica: independente do seu método, o uso do preservativo é indispensável!

Bjs,
Fabi Scaranzi