Mãe depois dos 40: conheça os riscos e cuidados

Muitas mulheres adiam a maternidade em busca dos sonhos profissionais. Outras, se tornam mães depois dos 40 por acaso. A verdade é que um filho muda – e muito – a rotina, independentemente da fase da vida

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Carolina Ferraz mostra que é uma mãezona aos 46 anos

Carolina Ferraz mostra que é uma mãezona aos 46 anos

Para muitas mulheres, se tornar mãe depois dos 40 foi uma opção, para outras, uma imposição. Os motivos? Infinitos: compromissos profissionais, a vontade de se tornar uma mulher bem-sucedida ambiente corporativo, o sonho de viajar o mundo, ou até mesmo porque a vida quis assim. O fato é que as mulheres têm abraçado a maternidade cada vez mais tarde.

Quer exemplos? Nicole Kidman e Tina Fey só se tornaram mães depois dos 40. Outras, foram ainda mais longe: Carla Bruni, casada com o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, engravidou aos 43. Mariah Carey, aos 44, se tornou mãe de gêmeos. Celebridades brasileiras também fazem parte desse time: Carolina Ferraz, Luciana Gimenez, Claudia Abreu também encararam uma segunda gestação depois dos 40. E essa tendência não se aplica só às famosas. Pesquisas revelam que as mulheres saíram do índice de maternidade aos 26 anos (em 2001) para os 29 uma década depois. A estes dados, junta-se o do aumento de mães com mais de 40 anos, que tem sido inversamente proporcional ao número de nascimentos. Conclusão: cai o número de bebês nascidos e aumenta a taxa de mães quarentonas.

Aceitando a idade sem crise
Já ouviu dizer que os 40 são os novos 30? E não é à toa: saímos cada vez mais tarde da casa dos pais, nos dedicamos mais à cursos extracurriculares e depois que conquistamos nosso lugar no mercado de trabalho, a vontade (e necessidade!) de nos estabelecer e criar uma boa base financeira acaba colocando a maternidade um pouco de lado.

O lado positivo dessa mudança social é que as mulheres têm encarado os 40 com muita naturalidade. O segredo está no estado de espírito! Com o avanço da medicina e com os cuidados redobrados, não tem porque ver a gestação como um bicho de sete cabeças e muito menos deixar para trás a realização desse sonho.

Luciana Gimenez, aos 41 anos, aproveita as delícias da maternidade

Luciana Gimenez, aos 41 anos, aproveita as delícias da maternidade

Será que é tarde demais?
Que o estado de espirito conta, isso conta mesmo, mas e o nosso relógio biológico, será que tem calma? Estudos mostram que uma mulher saudável de 25 anos tem uma probabilidade de gravidez natural de cerca de 25% em cada ciclo menstrual. A partir dos 40, essa probabilidade cai para 5%. E o pior: essa taxa cai a cada ano que passa, sendo mesmo nula quando a mulher entra na menopausa.

E aí entra a medicina! Com os avanços nas pesquisas e estudos científicos é possível ultrapassar alguns obstáculos impostos pela natureza. O mais comum é a fertilização in vitro. Usando óvulos próprios, as chances de a mulher engravidar depois dos 40 é de 20% a 25%.

Mariah Carey e os gêmeos

Mariah Carey com o marido e os gêmeos

Custos lá no alto
Não adianta. Junto com a ajuda médica, vem contas exorbitantes. Os tratamentos de fertilização custam caro e infelizmente os hospitais públicos ainda não cobrem os gastos de mulheres que querem realizar o sonho de se tornarem mães depois dos 40.

A única solução, por enquanto, é o recurso privado, com custos específicos para cada caso. Um tratamento de fertilização in vitro com óculos próprios, por exemplo, chega a custar 17 mil reais. Agora, se o tratamento feito com doação de óvulos, algumas clinicas cobram até 25 mil.

Gravidez aos 40: sim ou não?
Por enquanto, os médicos ainda recomendarem que as mulheres engravidem até os 35, principalmente porque os riscos à saúde – tanto da mãe, quanto do bebê – tende a aumentar conforme o tempo passa. Quando a mulher engravida com seus próprios óvulos as chances do bebê nascer com alguma doença genética (como a Síndrome de Down) é de cerca de 1 em 100 até os 40 anos. Aos 45, esse número aumenta para 1 em 30.

No caso da mulher, há ainda o risco de complicações durante a gravidez, como diabetes gestacional, hipertensão, risco de parto prematuro, além de aumentar a probabilidade de aborto espontâneo.

Nicole Kidman e a filha Sunday Rose

Nicole Kidman e a filha Sunday Rose

Entretanto, números comprovam que são muitas as mulheres que conseguem ter uma gravidez tranquila e saudável depois dos 40. O importante é ter sempre um acompanhamento obstétrico rigoroso – com consultas constantes, e exames mais específicos para esse grupo – e adotar um estilo de vida saudável. Mulheres com mais de 40 normalmente já tem uma situação financeira, familiar e profissional mais estável, além de serem mais cuidadosas e mais maduras para encarar as responsabilidades de uma gestação nessa fase da vida e são mais cuidadosas com as normas médicas.

Por isso, se esse é seu sonho mesmo, não deixe que nada impeça essa sua vontade de ser mãe. Certifique-se que atualmente você tem todas as condições necessárias para criar uma criança, e parta para essa aventura. Seja de forma natural ou com uma ajudinha médica, a maternidade é uma delícia e ensina lições valiosas, independentemente da fase da vida.

Bjs,
Fabi Scaranzi

*Dados: MÁXIMA PT

  • Alessandra Faria

    Olá Fabiana, tudo bem?
    Fui mãe aos 41 um ano após ter ligado as trompas.
    Antes fui mãe aos 31 e aos 38.
    O que posso resumir sobre minha experiência é que quanto mais velhas, mais cansadas e mais atarefadas.
    Na minha situação ser a experiência após os 40 me esgota bastante.
    Hoje tenho 46 e as crianças estão com 15, 7 e 5a.
    O lado mais positivo da experiência e que as crianças nos fazem rejuvenescer. Apesar de ficar muito cansada, me sinto jovem, atualizada e sempre aberta às novidades.
    Estou sempre em movimento.
    Acho que o segredo da eterna juventude são os filhos.
    bjos

    http://www.laessandrafaria.com