Câncer de mama e Instituto Avon: fim dos mitos sobre a doença!

No mês do Outubro Rosa, o Instituto Avon promoveu mais uma vez a campanha "Giro Pela Vida" em prol do autoexame e conseguiu, junto com o INCA, as respostas para as principais dúvidas das mulheres quando o assunto é câncer de mama

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Todo ano minha presença na campanha do Instituto Avon na luta contra o câncer de mama é garantida! (Foto: Rodrigo Jacob/grafias)

Todo ano minha presença na campanha do Instituto Avon na luta contra o câncer de mama é garantida! (Foto: Rodrigo Jacob/grafias)

Tão bom ver que o Outubro Rosamovimento internacional criado para conscientizar cada vez mais mulheres sobre o câncer de mama e a necessidade de prevenção – tem a cada ano mais engajamento.

Afinal, a doença é séria, mas quando diagnosticada na fase inicial as chances de cura chegam a 96%. Por isso, lembro quem me acompanha aqui no site de uma matéria especial que fiz sobre o câncer de mama, seus sintomas, meios de prevenção e tratamentos. Sem falar da entrevista inspiradora (e exclusiva!) com a apresentadora Sabrina Parlatore, contando sua luta contra a doença e como ela enfrentou esse desafio com muita calma e serenidade. Uma guerreira, assim como tantas outras mulheres que enfrentaram o câncer com leveza, graciosidade e porque não, até com um pouquinho de bom humor!

Ontem, tive o prazer de participar de uma campanha muito bacana promovida pelo Instituto Avon, chamada “Giro Pela Vida”. Aliás, todos os anos participo da campanha pra ajudar a conscientizar as mulheres sobre  a importância de fazer os exames anualmente. Afinal, tem coisa melhor do que ver grandes empresas dedicando parte de seus recursos a ações que mobilizam jornalistas, artistas e pessoas públicas como multiplicadores de campanhas de prevenção? Iniciativa nota mil!

Com a embaixadora da campanha "Giro Pela Vida", Luiza Brunet e a apresentadora Sabrina Parlatore. (Foto: Rodrigo Jacob/grafias)

Com a embaixadora da campanha “Giro Pela Vida”, Luiza Brunet e a apresentadora Sabrina Parlatore. (Foto: Rodrigo Jacob/grafias)

Lírio Cipriani, diretor executivo do Instituto Avon

Lírio Cipriani, diretor executivo do Instituto Avon. (Foto: Rodrigo Jacob/ grafias)

Pensando em trazer informações diferentes sobre o câncer de mama pra vocês esse ano, escolhi algumas questões que ainda causam dúvidas entre as mulheres e que foram respondidas pelo INCA – Instituto Nacional do Câncer. Confira já!

Dizem por aí: Mulheres com histórico familiar de câncer de mama terão câncer de mama inevitavelmente.
INCA responde: A maior parte das mulheres que têm câncer de mama não tem histórico famílias. Mas, uma mulher cuja mãe, irmã ou filha já tiveram câncer de mama tem maiores chances de apresentar a doença. Parentes do sexo masculino com câncer de mama também podem aumentar o risco.

Dizem por aí: Mulheres que não têm histórico familiar nunca desenvolverão tumores nos seios.
INCA responde: Nenhuma mulher está livre de desenvolver um tumor maligno nas mamas.

Dizem por aí: O câncer de mama ocorre apenas em mulheres mais velhas, com mais de 40 anos.
INCA responde: O risco de ter câncer de mama aumenta muito com a idade, porém, todas as mulheres, pelo fato de serem mulheres, já apresentam risco de terem a doença, mesmo que sejam jovens.

Dizem por aí: O câncer de mama sempre aparece como um caroço.
INCA responde: Essa é uma das maneiras de manifestação do tumor (nódulo). Também pode aparecer como microcalcificações, que são detectadas somente por meio da mamografia. O câncer de mama pode se manifestar, também, por meio de secreções ou descamação do mamilo. Lembrando que nem todo nódulo ou caroço nas mamas é, necessariamente, câncer.

Dizem por aí: Quem já teve câncer de mama uma vez, jamais terá de novo.
INCA responde: Infelizmente, o fato de uma pessoa já ter se curado de um câncer, seja ele na mama ou em qualquer outro tecido, não livra a pessoa de desenvolver outro câncer no mesmo ou em outro órgão.

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Dizem por aí: Sutiã apertado favorece o câncer de mama.
INCA responde: Nenhum tipo de sutiã influencia no desenvolvimento de tumores malignos nas mamas.

Dizem por aí: Mulheres com seios pequenos não tem câncer de mama
INCA responde: O tamanho das mamas não tem interferência no favorecimento da doença. Mulheres com seios fartos, medianos ou pequenos podem, ou não, desenvolver a doença, levando em consideração uma série de variáveis internas (organismo) e externas (hábitos de vida).

Dizem por aí: Mulheres que apresentam mais de um fator de risco terão câncer de mama com certeza.
INCA responde: Ser mulher já um fator de risco para desenvolver o câncer de mama. Apresentar mais de um fator, apesar de ser um alerta, não significa que você terá câncer de mama invariavelmente. Grande parte dos diagnósticos de câncer de ama são em mulheres que não necessariamente se encaixam em padrões de risco.

Dizem por aí: Amamentar aumenta o risco de desenvolver câncer de mama.
INCA responde: Ao contrário. Durante a amamentação, a produção hormonal da mulher diminui e, por isso, os riscos de desenvolver câncer de mama também caem.

Dizem por aí: Não apresentar um gene mutado, como o BRCA1 ou BRCA2, significa nunca ter câncer de mama.
INCA responde: Mesmo sem apresentar esses genes mutados é possível, sim, desenvolver câncer de mama. Cerca de 90% dos diagnósticos desse tipo de câncer não estão relacionados à fatores hereditários.

Dizem por aí: Autoexame dispensa a mamografia.
INCA responde: O Raio X das mamas (mamografia) é um exame imprescindível para a detecção precoce de tumores, que nem sempre são palpáveis no autoexame ou no exame clínico realizado por um profissional.

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Dizem por aí: A radiação da mamografia (realizada anualmente) causa câncer.
INCA responde: O índice de radiação apresentado nas mamografias é baixo e, portanto, seguro. O exame apresenta mais benefícios que riscos, já que é o principal aliado na detecção precoce da doença e deve ser realizado impreterivelmente uma vez por ano a partir dos 40 anos.

Dizem por aí: A obesidade não tem nenhuma relação com a incidência de câncer de mama.
INCA responde: A obesidade é um dos fatores prejudiciais e que pode, sim, aumentar os riscos de desenvolver a doença, justamente porque o excesso de peso aumenta os níveis de estrogênio, hormônio que alimenta o tumor.

Dizem por aí: Uso de anticoncepcional não tem nenhuma influência no desenvolvimento de câncer de mama.
INCA responde: Pode haver risco relativo para desenvolver o câncer de mama, porém esse índice é muito baixo. Em contrapartida, a pílula reduz o risco para câncer de ovário e endométrio.

Dizem por aí: Prótese de silicone pode causar câncer de mama.
INCA responde: Não há relação nenhuma entre próteses de silicone e aumento do risco de desenvolver câncer de mama. O problema é que, em geral, as próteses podem dificultar o diagnóstico por imagem do tumor.

Dizem por aí: O uso de desodorante contribui para o desenvolvimento da doença.
INCA responde: Não há relação nenhuma entre o uso de cosméticos nas axilas com a incidência de tumores nessa região e/ou nas mamas.

Dizem por aí: Consumo de chá verde diariamente previne o câncer de mama.
INCA responde: O chá verde é uma bebida com poder antioxidante com efeitos benéficos, mas não há nada comprovados em relação ao câncer.

 E não se esqueça: a mamografia deve ser feita anualmente. Já marcou a sua?

Bjs,
Fabi Scaranzi