Crianças de hoje saudáveis até os 100 anos! Veja quais medidas tomar

Evento na Alemanha garante que a expectativa de vida das crianças de hoje é de 107 anos! Veja como fazer seu filho viver até lá com boa saúde, física e mental

1 687

post-acampamento-alimentacao-saudavel

A saúde das nossas crianças é um assunto delicado e sempre merece atenção. É por isso que um estudo global do renomado instituto The Economist (Intelligence Unit) apresentado em Darmstadt, na Alemanha, me chamou tanto a atenção.

Durante um evento intitulado “100 anos saudáveis, as crianças estão preparadas?” a pesquisa mostrou, entre várias conclusões importantes sobre o futuro das nossas crianças, que os bebês que nascem hoje têm expectativa de vida de 107 anos. E é esse dado que nos leva a uma preocupação maior: como fazer com que as crianças desfrutem do futuro com saúde?

Para discutir as ações necessárias para um futuro saudável aos pequenos, a empresa farmacêutica alemã Merck reuniu especialistas e profissionais com experiência de campo em diversas organizações de renome, como ONU, UNICEP, UNAIDS, Federação Mundial da Obesidade e McKinsey.

Joyce Capelli, presidente e diretora executiva da Inmed Brasil foi a representante do nosso país num dos painéis de discussão sobre os rumos para que as crianças se desenvolvam plenamente, aptas a viver mais de um século com saúde. E foi ela quem levantou as principais conclusões do estudo no The Economist quando o assunto é o papel das escolhas na vida saudável das crianças. Dá uma olhada:

As crianças de hoje serão menos saudáveis do que os adultos de hoje com mais de 65 anos quando atingirem essa idade.

Problemas relacionados ao estilo de vida contribuem para doenças crônicas na vida adulta e já estão causando problemas de saúde entre as crianças.

Nos cinco países estudados (África do Sul, Índia, Arábia Saudita, Alemanha e Brasil), as escolas se dedicam aos principais problemas detectados, como falta de exercício físico, por exemplo, mas ignoram os problemas de saúde mental de muitos jovens;

Há pouca evidência de que os atuais programas educacionais das escolas estejam conseguindo deter os crescentes níveis de obesidade e distúrbios mentais.

unnamed (1)

Joyce Capelli (à esquerda) representa o Brasil em evento na Alemanha

Com mais de 25 anos de trabalho com políticas sociais e à frente de organizações da sociedade civil organizada, Joyce Campelli aproveitou o evento para explicar sobre as mudanças que vem ocorrendo no Brasil na faixa etária escolar, com um contingente cada vez maior e mais precoce de crianças com sobrepeso e obesidade e, ao mesmo tempo, anêmicas. Nas escolas e na vida dos brasileiros, a falta de atividade física é mais um componente preocupante quando se pensa em 100 anos de vida. “Essa realidade, que está em total conformidade com a pesquisa da The Economist, nos leva a refletir sobre quais seriam os caminhos a ser percorridos com urgência pela sociedade e nas políticas públicas para reverter esse quadro”, diz Joyce.

A especialista acredita que a solução passa por melhor educação, mais conscientização e acesso. Ainda que o Brasil seja um país de desigualdades extremas, é possível, com vontade política e apoio das comunidades, transformar a presente situação e brecar o escalonamento do problema.

Que atitudes você, como mãe, pode tomar?
Aumentar o consumo de alimentos de qualidade, incluindo verduras e legumes no dia-a-dia e finais de semana, além de aumentar de três para cinco vezes as atividades físicas semanais, são ações simples que podem reverter o quadro da obesidade com anemia.

E não precisa de muito esforço! Saladas coloridas e legumes cortadinhos, não exigem tempo e as crianças, principalmente as pequenas, passam a gostar. Atividades físicas não precisam de equipamentos caros ou elaborados. Que tal sugerir aos pequenos um jogo de peteca, pega-pega, roda ou amarelinha? Essas brincadeiras que se fazíamos na infância eram divertidas e eficazes, mas, infelizmente, se perderam na correria da vida atual.

“Para os pais, brincar com os filhos é muito mais gostoso e saudável do que ficar na frente da televisão ou computador. Cabe destacar que os problemas da obesidade e os males que ela pode acarretar, também atingem os pais”, finaliza Joyce.

Com base nesses estudos e nas visões da especialista, concluímos que, se quisermos que as nossas crianças cheguem aos 100 anos com saúde, é preciso investir, agora, no cuidado com a alimentação e em atividades físicas para eles. Tenha em mente que, quanto mais cedo os bons hábitos para uma vida saudável forem estimulados, mais sólidos eles se tornarão. Bora começar a coloca-los em prática ainda hoje? No futuro, as crianças vão te agradecer!

Bjs,
Fabi Scaranzi

*Material e informações cedidas por: INMED/Joyce Campelli