Confraternização de fim de ano da firma: atenção às regras

Mesmo que a confraternização de fim de ano da firma seja mais informal, não dá pra relaxar. Eventos no ambiente corporativo têm algumas regras e exigem alguns cuidados

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    Já reparou como o clima do escritório fica mais leve a partir de dezembro? O pessoal fica mais alegre, relaxado, trabalha com mais vontade… é uma delícia! E basta lembrar que a confraternização de fim de ano da empresa se aproxima, para uma injeção de ânimo surja em toda equipe.

    Aliás, sabia que esse evento é super recomendado pelos consultores de carreira? O motivo é bem simples: a festa de fim de ano da empresa é o momento perfeito para criar novos vínculos e reforçar laços.

    O problema é que existem alguns funcionários que só prestam atenção na palavra “festa” e esquecem que, por ser um evento corporativo, ainda é preciso tomar alguns cuidados para não cometer gafes que, infelizmente, ficarão marcadas na sua imagem profissional para sempre, como exagerar na bebida, gerar brigas ou fazer brincadeiras com o chefe e gestores.

    Confraternização da firma: conheça seus limites
    Nem todo mundo percebe, mas a impressão que você passa na confraternização da firma reflete positiva ou negativamente na sua imagem profissional. Mesmo que o evento seja um momento de descontração, essa festa nada mais é do que uma extensão do ambiente corporativo e, assim como no dia-a-dia, nela você continua construindo e zelando pela sua reputação.

    De acordo com a consultora de RH de São Paulo, Susana Moraes, um dos maiores riscos de ficar “muito à vontade” em eventos corporativos como a festa de fim de ano, é que sua imagem continua sendo analisada naquele ambiente e, se sua conduta for negativa, você corre o risco de por até mesmo uma futura promoção a perder.

    O que você pode (ou não!) fazer
    “Para começar, se esforce ao máximo para comparecer à  festa, já que a sua ausência passa a impressão de falta de interesse e envolvimento com os eventos da empresa”, explica a especialista.

    A confraternização da firma pode parecer um evento à parte, mas para a maioria dos gestores, ainda contam como um compromisso obrigatório. Susana chama atenção também para a importância da presença dos familiares do funcionário: “Se o convite se estender a eles, a presença de toda a família vai contar pontos para o profissional, já que a união entre o funcionário com os familiares mostra senso de responsabilidade, comprometimento, zelo e união”.

    A confraternização de fim de ano da empresa não só pode, como deve ser vista como um momento para criar vínculos. Nela, tente se aproximar mais do seu chefe, mas sem trazer à mesa assuntos de trabalho. “Converse um pouco, sobre assuntos leves e do dia a dia, sem lembra-lo das responsabilidades e problemas que o cargo traz naturalmente”, lembra Susana.

    E nada de ficar puxando assunto com seu gestor, nem grudar nele o tempo todo, principalmente se essa aproximação não for recíproca. Em exagero, essa intimidade pode até causar uma impressão ruim sua e não vai demorar para você seja vista pelos colegas de trabalho como uma pessoa pegajosa, além de “puxa-saco”.

    Lembre-se que essa festa é a oportunidade perfeita para conhecer um pouco mais sobre a vida particular das pessoas, sem ser invasiva demais. Por isso, procure ver o evento como uma oportunidade para conhecer outros funcionários e se mostrar sua personalidade, não apenas seu lado profissional. “Além de contar um pouco sobre você não se esqueça da importância de ouvir e mostrar interesse na história de vida de quem trabalha com você diariamente”, diz a especialista.

    E nem preciso falar sobre a importância da moderação na quantidade de bebida alcoólica e até no jeito de dançar, no tom de voz, nas brincadeiras… aquela regrinha de que “menos é mais”, é simples, mas sempre bem-vinda, inclusive no ambiente corporativo. Pode apostar!

    Bjs,
    Fabi Scaranzi